
Quais histórias sobre a idade estamos carregando?
Há algumas semanas escutei a seguinte frase: “você está muito bem para a sua idade”....
22 de março de 2026
Há algumas semanas escutei a seguinte frase: “você está muito bem para a sua idade”....
22 de março de 2026
Olá, meu nome é Cristiana e sou a mais nova integrante do grupo de Contextuais do CEFI. E logo eu fui incumbida de escrever o texto dessa semana — em um grupo formado apenas por mulheres — justamente na semana do dia 8 de março....
22 de março de 2026
Na última semana do ano, tive um encontro com amigas queridas. Daqueles encontros que só acontecem nessa época, quando ficamos muito tempo sem nos ver. Uma amiga nos recebeu em sua casa nova, contando sobre a mudança e nos presenteando com uma mesa cheia de delícias para saborear. A vista era de tirar o fôlego: uma paisagem conhecida por todas nós. Crescemos naquela cidade do interior, olhamos para aqueles lugares inúmeras vezes e, ainda assim, lá do alto, foi uma belíssima surpresa....
20 de Fevereiro de 2026
Estava lendo um capítulo de um livro sobre Terapia Focada na Compaixão quando me deparei com várias ideias que me chamaram atenção. Algumas delas me fizeram pensar na clínica, outras me levaram a refletir sobre situações da minha própria vida. Mas, entre todos os conceitos apresentados, houve uma frase que ficou ressoando dentro de mim por mais tempo do que eu esperava, como se tivesse encontrado um lugar para morar, insistindo para ser revisitada....
24 de Novembro de 2025
Sabe, eu tenho uma dificuldade que às vezes me causa vergonha: esqueço de comprar o presente com antecedência para ir a um aniversário. (…) enquanto eu coordenava o treino de habilidades em DBT, percebi que poderia usar uma das habilidades de regulação emocional: a de Antecipação*. (…) Ao fazer isso, consegui enxergar com mais clareza o que me atrapalha e, assim, aceitar que essa é, de fato, uma dificuldade. (…) Algumas habilidades não servem só pra resolver problemas, mas para nos lembrar de como queremos agir.Este texto é de autoria do membro da equipe CEFI Contextus - Viviane Grafitti...
14 de Novembro de 2025
Essa última semana vivenciei de perto muitos encerramentos de ciclos e o que maisnotei foi a grande presença do amor. Tivemos uma despedida amorosa de um colega daequipe e acompanhei amigas queridas se despedindo de pessoas amadas: pai, ex-terapeuta e irmã. Estar tão próxima dessa dor me fez relembrar das minhas despedidas eda imensidão do amor e da dor que estavam ali presentes. Encerrar dói. Dói porquehouve significado. Carrego comigo essa frase desde sempre: “O tamanho da dor é otamanho do amor.” Então trago aqui a contribuição que a prática da Terapia deAceitação e Compromisso (ACT) pode nos trazer nesses momentos....
06 de Novembro de 2025
Qualidade de presença tem a ver com se sentir escutado(a) mesmo sem falar nada....
08 de Outubro de 2025
Nas relações amorosas, a vulnerabilidade de nos conectarmos profundamente com o outro envolve uma expectativa de cuidado, validação e segurança. Ao abrirmos espaço para o vínculo, confiamos que a parceria não nos causará dor intencionalmente. Quando essa expectativa é violada, o impacto emocional pode ser vivido como uma verdadeira traição....
29 de Setembro de 2025
O Setembro Amarelo nos convida a falar sobre a dor emocional, o sofrimento psíquico e a importância de prevenir o suicídio com mais empatia, informação e ação. Nesse cenário, a Terapia Comportamental Dialética (DBT) se destaca como uma abordagem baseada em evidências que oferece suporte não apenas às pessoas que sofrem, mas também às suas famílias — especialmente quando falamos de adolescentes e adultos com intensa desregulação emocional, autolesões ou pensamentos suicidas....
15 de Setembro de 2025Não tem como eu fugir de escrever sobre o último final de semana. A querida Manuella O’Connel esteve conosco no CEFI conduzindo o Workshop de Mindfulness nas Relações Interpessoais. Foram um sábado inteiro e uma manhã de domingo intensos em práticas. Tenho certeza de que saí diferente de como entrei.Mindfulness, ao contrário do que muitos imaginam, não é “esvaziar a mente”, mas escolher, com intenção, algo do mundo interno ou externo para direcionar a atenção. Isso significa estar presente no que penso, sinto ou no que acontece ao. meu redor, sem me apegar, permitindo que pensamentos e emoções passem como nuvens no céu ou ondas no mar.Mas afinal, pra que serve isso?Praticar mindfulness nos ajuda a estar conscientes do que acontece em nós, oferecendo a chance de escolher como agir, em vez de responder no piloto automático, com impulsos que tantas vezes prejudicam nossas relações.Nas terapias contextuais, o mindfulness é uma ferramenta essencial de mudança. O terapeuta exercita a presença para escolher intervenções mais adequadas, observar o paciente com clareza ou ensinar o próprio paciente a se observar. Essa postura faz do mindfulness não apenas uma técnica, mas um contexto de transformação. A novidade que a psicóloga argentina nos trouxe foi usar o mindfulness como um veículo de mudança! Ou seja, usar essa atenção na relação para transformar os padrões relacionais do paciente.Nesse lugar, a atenção do terapeuta se volta para si, para o paciente e para a relação, momento a momento. Não importa tanto o que é “certo” ou “errado” dizer, mas como as palavras do outro ressoam em mim. Aprendi que, se estou de fato conectada com aquela relação, no “Eu, Aqui, Agora”, consigo captar o que muitas vezes não pode ser dito pelo paciente, e isso potencializa a intervenção de forma profundamente transformadora.Sentar diante de alguém com abertura e presença não é nada fácil. Requer o lema da FAP (Terapia Analítica Funcional): Consciência, Coragem e Amor. Quando falamos a partir dessa postura, a conexão com o outro é inevitável. E que lindo seria se pudéssemos levar isso para todas as nossas relações, não apenas como terapeutas, mas como pessoas. Esse aprendizado tocou algo muito valioso em mim: o desejo de paz entre as pessoas e no mundo. Foi por esse ideal que escolhi estudar jornalismo — queria contribuir para uma sociedade mais justa. E, depois da decepção com a profissão, a psicologia me abriu novas formas de melhorar a vida das pessoas, ainda que de maneira mais individual.Descobrir o mindfulness interpessoal com a Manuella me fez perceber que o que carrego no coração também pode estar presente em sessão. A psicoterapia não precisa ser apenas intelectual. Marsha Linehan, criadora da Terapia Comportamental Dialética – DBT) já descrevia a dialética entre mente racional e mente emocional, que se encontram na mente sábia. Estar diante do outro em plena atenção é, ao mesmo tempo, desafiador e transformador. É como se cada silêncio ganhasse sentido, e cada palavra viesse, finalmente, do coração....
10 de Setembro de 2025