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A solidão é fera. A solidão devora.

Por Psicóloga Tirza Martinez – integrante do Núcleo CEFI – Integração

Estava com essa música “colada” na minha mente. E comecei a refletir sobre o quanto muitas vezes nos sentimos sozinhos. Em tempos de pandemia, muito mais, é certo.
Mas antes também.

E logo, pra contrapor, lembro do que aprendi sobre a perspectiva de interdependência e de interconexão, conceitos que, neste momento, se tornam tão evidentes.

Você pode perceber a interdependência notando o quanto sua vida está apoiada na vida de outros seres de diversas maneiras, desde o alimento que você come e a roupa que você veste até seus pensamentos e a forma como sua mente se relaciona com o mundo. E, por outro lado, o quanto você também apoia de diferentes formas outras vidas, considerando suas ações, suas palavras e até seus pensamentos.

A pandemia também vem para nos evidenciar isto: estamos todos interconectados.
Essa consciência pode parecer simples, ou muito complexa.
Sugiro que você apenas tome um tempo para refletir.
E vá ampliando suas percepções e se abrindo para algo maior do que você, maior do que o que seus olhos alcançam ou do que suas mãos podem tocar.

Mestres zem nos ensinam que, presos ao que nos limita, somos um grão de areia frente ao mar da vida. Traga à sua mente a ideia de que você é uma gota do mar, que pode evaporar com um raio de sol, mas que também vai voltar como uma gota de chuva ao mar. E, então, já não haverá mais diferença entre você e o oceano.
Ao deixar um pouco de lado sua identificação de grão de areia, você pode perceber-se muito mais potente do que imagina.

Também podemos chamar isso de espiritualidade. Ao exercitarmos essa amplitude, transcendemos nosso ego. Percebermos que não estamos sós e que fazemos parte de um todo interconectado; que, ao cuidarmos de nós mesmos, estamos também cuidando dos demais. Ao atentarmos às necessidades dos outros, da natureza e de tudo que nos rodeia, estamos exercitando o autocuidado.

Sua vida é muito valiosa. Cuide-se.