| A RESSONÂNCIA
NA SUPERVISÃO E NA FORMAÇÃO
Mony Elkaim
Neste artigo gostaria de tratar do uso que se pode fazer
do conceito de ressonância na supervisão
e na formação. A primeira parte mostrará
como esta noção pode ser esclarecedora
em uma situação de supervisão.
Na segunda parte, se verá que ela é, igualmente,
aplicável nos exercícios que se pode dar
aos estudantes para levá-los a fazer um trabalho
de self. Estes exercícios são parte integrante
da formação do aluno, complementando o
trabalho de ensinamentos teóricos e de supervisão.
O PODER DE UM SONHO: “Os dois filhos de Francisco”
Léo Francisco Pais
Este artigo faz uma reflexão sobre o fenômeno
da resiliência a partir das cenas do filme: “Os
dois filhos de Francisco”, que retrata a história
de sucesso dos cantores de música sertaneja Zezé
de Camargo e Luciano. Inicia-se com a definição
do termo resiliência, depois algumas distinções
entre resiliência e invulnerabilidade, resiliência
e vulnerabilidade, resiliência e fatores de risco
e resiliência e fatores de proteção,
finalizando com uma reflexão sobre o tema resiliência
familiar.
SIMPLESMENTE AMOR: UMA REFLEXÃO SOBRE OS VÍNCÚLOS
AMOROSOS NA CONTEMPORANEIDADE
Denise Falcke, Jean Von Hohendorff
O amor é um sentimento inerente a existência
humana e, por isso, motivo de inúmeros questionamentos
e discussões. Na tentativa de compreendê-lo,
uma infinidade de teorias, científicas ou não,
já foram elaboradas. A proposta do presente artigo
é constituir-se em mais um espaço de reflexão
sobre esta temática. Utilizando como pano de
fundo os relacionamentos que foram apresentados no filme
“Simplesmente Amor” , propomos uma análise
sobre os componentes do amor e suas formas de manifestação
na contemporaneidade. No contexto da Pós-Modernidade,
os relacionamentos adquirem características típicas
desse momento sócio-histórico. Marcada
por um maior individualismo e imediatismo, a contemporaneidade
revela novas formas de se relacionar. Como se apresenta
o amor nesse contexto? Ainda que possamos considerar
que muitos de seus componentes se mantém, a multiplicidade
de vínculos dá novas tonalidades a vivência
deste sentimento.
CABO DAS TORMENTAS X CABO DA BOA ESPERANÇA: A
crise de um casal de meia-idade
Heloisa helena Haag Martins
Esse artigo se propõe a refletir sobre a meia
idade, sobre a preservação do espaço
individual numa relação conjugal e a possibilidade
de elaborar um novo contrato da relação-
recontrato, mais satisfatório para ambos. Estas
são questões emergentes da época
em que se está vivendo, desta etapa do ciclo
de vida e das mudanças sociais ocorridas nas
últimas décadas, pois profundas modificações
ocorreram na estrutura familiar. Avanços científicos
e tecnológicos, um grande acesso às informações
e um marketing intenso modificaram os desejos e necessidades
dos seres humanos. Uma maior expectativa de vida e oportunidades
de escolha nas mais variadas áreas do viver despertaram,
em ambos os sexos, questionamentos e abriram um leque
de possibilidades de opção. Os valores
individuais e o exercício da liberdade ficaram
em evidência. A terapia de casal disponibiliza
um espaço de questionamento e reflexão,
contribuindo na construção de uma vida
melhor, possibilitando uma releitura e a transformação
do Cabo das Tormentas em Cabo da Boa Esperança.
HIV E AS REPRESENTAÇÕES DA SOROPOSITIVIDADE
INFANTIL NA FAMÍLIA
Marisa Dumke Dalla Roza, Luciana Castoldi
A transmissão vertical da infecção
pelo HIV tem sido responsável por uma nova frente
da epidemia: as crianças soropositivas, cujas
mães não realizaram a profilaxia durante
o pré-natal e o parto. A proposta deste estudo
é apresentar o relato de uma experiência
clínica com uma menina adotiva de oito anos de
idade, a partir da reflexão sobre o significado
do HIV e das representações da infecção
nas relações familiares. A coleta de dados
incluiu entrevistas clínicas submetidas à
análise de conteúdo, que geraram as seguintes
categorias: o segredo familiar, a revelação
do diagnóstico, a adoção e a espiritualidade.
Entre os resultados, identificou-se que a doença
está relacionada com diferentes medos: da morte,
do abandono e da discriminação. As crenças
religiosas da família apareceram no momento da
revelação do diagnóstico, por isso,
essa comunicação deve ser exaustivamente
preparada junto à família, a fim de favorecer
a adesão ao tratamento.
AS ROSAS DO JARDIM NÃO TÊM O MESMO PERFUME
– HERANÇA FAMILIAR
Rosa Fornasieri Camargo
O presente artigo é resultado de um estudo bibliográfico
sobre herança familiar com enfoque na transmissão
da cultura familiar através de estilos, costumes,
segredos, mitos, legados e lealdades que formam a rede
do sistema familiar através das gerações
e determinam o comportamento e as ações
de cada indivíduo. Parte-se do pressuposto de
que muitos indivíduos carregam pela vida toda,
um legado da família, o que pode ser um fardo
pesado ou não, dependendo das suas experiências
e do que foi transmitido de geração a
geração, bem como da dinâmica familiar
que sustenta tal legado. Assim, como tudo no universo
é regido pelas próprias leis, as famílias
também se guiam por ordem constantes, nas quais
cada um deve ocupar o lugar que lhe compete. Entende-se
que nem mesmo as rosas do jardim têm o mesmo perfume,
sendo assim, cada indivíduo é único
e devemos compreender suas diferenças.
CAMINHOS DIVERSOS: FATORES QUE PERMITEM AOS FILHOS PRESERVAREM
A SAÚDE PSÍQUICA QUANDO A RELAÇÃO
ENTRE OS PAIS É DE CODEPENDÊNCIA
Sonia Arns, Inácio Panzani
Este artigo tem como objetivo discutir e refletir sobre
possíveis fatores que predispõem os filhos
a manterem um desenvolvimento saudável mesmo
quando inseridos em uma relação com pais
codependentes químicos. Codependência é
um estado emocional que se caracteriza por uma preocupação
e uma dependência excessiva, que pode ser emocional,
social e, às vezes, física de uma pessoa
em relação à outra, reconhecidamente
problemática, convertendo-se em uma condição
patológica que compromete suas demais relações.
Resiliência é a habilidade de se equilibrar
constantemente frente às adversidades. Foram
sujeitos um casal e suas duas filhas, ambas universitárias,
de 29 e 24 anos, participantes de algumas sessões
de Terapia Familiar e de uma entrevista aberta para
a coleta de dados pertinentes ao estudo.
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