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FAMÍLIA EM FOCO - RESUMO DA 3º EDIÇÃO

A RESSONÂNCIA NA SUPERVISÃO E NA FORMAÇÃO
Mony Elkaim
Neste artigo gostaria de tratar do uso que se pode fazer do conceito de ressonância na supervisão e na formação. A primeira parte mostrará como esta noção pode ser esclarecedora em uma situação de supervisão. Na segunda parte, se verá que ela é, igualmente, aplicável nos exercícios que se pode dar aos estudantes para levá-los a fazer um trabalho de self. Estes exercícios são parte integrante da formação do aluno, complementando o trabalho de ensinamentos teóricos e de supervisão.


O PODER DE UM SONHO: “Os dois filhos de Francisco”
Léo Francisco Pais
Este artigo faz uma reflexão sobre o fenômeno da resiliência a partir das cenas do filme: “Os dois filhos de Francisco”, que retrata a história de sucesso dos cantores de música sertaneja Zezé de Camargo e Luciano. Inicia-se com a definição do termo resiliência, depois algumas distinções entre resiliência e invulnerabilidade, resiliência e vulnerabilidade, resiliência e fatores de risco e resiliência e fatores de proteção, finalizando com uma reflexão sobre o tema resiliência familiar.


SIMPLESMENTE AMOR: UMA REFLEXÃO SOBRE OS VÍNCÚLOS AMOROSOS NA CONTEMPORANEIDADE
Denise Falcke, Jean Von Hohendorff
O amor é um sentimento inerente a existência humana e, por isso, motivo de inúmeros questionamentos e discussões. Na tentativa de compreendê-lo, uma infinidade de teorias, científicas ou não, já foram elaboradas. A proposta do presente artigo é constituir-se em mais um espaço de reflexão sobre esta temática. Utilizando como pano de fundo os relacionamentos que foram apresentados no filme “Simplesmente Amor” , propomos uma análise sobre os componentes do amor e suas formas de manifestação na contemporaneidade. No contexto da Pós-Modernidade, os relacionamentos adquirem características típicas desse momento sócio-histórico. Marcada por um maior individualismo e imediatismo, a contemporaneidade revela novas formas de se relacionar. Como se apresenta o amor nesse contexto? Ainda que possamos considerar que muitos de seus componentes se mantém, a multiplicidade de vínculos dá novas tonalidades a vivência deste sentimento.


CABO DAS TORMENTAS X CABO DA BOA ESPERANÇA: A crise de um casal de meia-idade
Heloisa helena Haag Martins
Esse artigo se propõe a refletir sobre a meia idade, sobre a preservação do espaço individual numa relação conjugal e a possibilidade de elaborar um novo contrato da relação- recontrato, mais satisfatório para ambos. Estas são questões emergentes da época em que se está vivendo, desta etapa do ciclo de vida e das mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas, pois profundas modificações ocorreram na estrutura familiar. Avanços científicos e tecnológicos, um grande acesso às informações e um marketing intenso modificaram os desejos e necessidades dos seres humanos. Uma maior expectativa de vida e oportunidades de escolha nas mais variadas áreas do viver despertaram, em ambos os sexos, questionamentos e abriram um leque de possibilidades de opção. Os valores individuais e o exercício da liberdade ficaram em evidência. A terapia de casal disponibiliza um espaço de questionamento e reflexão, contribuindo na construção de uma vida melhor, possibilitando uma releitura e a transformação do Cabo das Tormentas em Cabo da Boa Esperança.


HIV E AS REPRESENTAÇÕES DA SOROPOSITIVIDADE INFANTIL NA FAMÍLIA
Marisa Dumke Dalla Roza, Luciana Castoldi
A transmissão vertical da infecção pelo HIV tem sido responsável por uma nova frente da epidemia: as crianças soropositivas, cujas mães não realizaram a profilaxia durante o pré-natal e o parto. A proposta deste estudo é apresentar o relato de uma experiência clínica com uma menina adotiva de oito anos de idade, a partir da reflexão sobre o significado do HIV e das representações da infecção nas relações familiares. A coleta de dados incluiu entrevistas clínicas submetidas à análise de conteúdo, que geraram as seguintes categorias: o segredo familiar, a revelação do diagnóstico, a adoção e a espiritualidade. Entre os resultados, identificou-se que a doença está relacionada com diferentes medos: da morte, do abandono e da discriminação. As crenças religiosas da família apareceram no momento da revelação do diagnóstico, por isso, essa comunicação deve ser exaustivamente preparada junto à família, a fim de favorecer a adesão ao tratamento.

AS ROSAS DO JARDIM NÃO TÊM O MESMO PERFUME – HERANÇA FAMILIAR
Rosa Fornasieri Camargo
O presente artigo é resultado de um estudo bibliográfico sobre herança familiar com enfoque na transmissão da cultura familiar através de estilos, costumes, segredos, mitos, legados e lealdades que formam a rede do sistema familiar através das gerações e determinam o comportamento e as ações de cada indivíduo. Parte-se do pressuposto de que muitos indivíduos carregam pela vida toda, um legado da família, o que pode ser um fardo pesado ou não, dependendo das suas experiências e do que foi transmitido de geração a geração, bem como da dinâmica familiar que sustenta tal legado. Assim, como tudo no universo é regido pelas próprias leis, as famílias também se guiam por ordem constantes, nas quais cada um deve ocupar o lugar que lhe compete. Entende-se que nem mesmo as rosas do jardim têm o mesmo perfume, sendo assim, cada indivíduo é único e devemos compreender suas diferenças.


CAMINHOS DIVERSOS: FATORES QUE PERMITEM AOS FILHOS PRESERVAREM A SAÚDE PSÍQUICA QUANDO A RELAÇÃO ENTRE OS PAIS É DE CODEPENDÊNCIA
Sonia Arns, Inácio Panzani
Este artigo tem como objetivo discutir e refletir sobre possíveis fatores que predispõem os filhos a manterem um desenvolvimento saudável mesmo quando inseridos em uma relação com pais codependentes químicos. Codependência é um estado emocional que se caracteriza por uma preocupação e uma dependência excessiva, que pode ser emocional, social e, às vezes, física de uma pessoa em relação à outra, reconhecidamente problemática, convertendo-se em uma condição patológica que compromete suas demais relações. Resiliência é a habilidade de se equilibrar constantemente frente às adversidades. Foram sujeitos um casal e suas duas filhas, ambas universitárias, de 29 e 24 anos, participantes de algumas sessões de Terapia Familiar e de uma entrevista aberta para a coleta de dados pertinentes ao estudo.

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