Qualificando Relações

Maldita perfeição…

Ela atrasa minha vida. De verdade. Um trabalho para entregar, uma aula para dar, um jantar para fazer, ou até mesmo uma fala na conversa com amigos… lá vem a perfeição me dizendo que tem que sair tudo clean, perfeito. Assim, este texto será um espaço para eu praticar a imperfeição. Você pode ter desanimado agora e até pensado “Por que diabos ler algo que não estará perfeito?”. Talvez então eu e você não sejamos os únicos com certa dificuldade com a maldita. Fica aqui o meu convite para ler o texto e aprender um pouco com os japa sobre a (im)perfeição.
No Japão temos o conceito de wabi-sabi (não confunda com wasabi, pasta verde utilizada na culinária japonesa, especialmente nos sushis). De acordo com o conceito, a beleza de um objeto está na imperfeição. Ele celebra a transitoriedade, a individualidade e a natureza falha das coisas, o que contrasta com a cultura ocidental, que tende a estar fusionada com a perfeição e a beleza. Para o termo japonês, é isso que torna as coisas únicas, genuínas e belas. As rachaduras no vaso, a mancha de tinta, as folhas sobre a pedra… O wabi-sabi reflete as filosofias budistas, em que a sabedoria se baseia em fazer as pazes com nossa natureza falível.
Texto completo no site - https://bit.ly/2KkduqR.