Qualificando Relações

Faz sentido

Certas pessoas têm dificuldade em iniciar uma conduta nova. Deixam para depois, vão fazer outra coisa, e tentam retornar para a ação em concreto que desejavam fazer. Pode ser que você tenha pensado na procrastinação neste momento. Sobre um olhar da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), a procrastinação é uma evitação experiencial (EE). Ou seja, eu não tomo contato com a dificuldade de iniciar a conduta nova, a isso atribuimos a EE, e vou fazer outra coisa que seja mais apetitosa ou menos punitiva para me livrar desta sensação difícil.

Conforme já foi apresentado em diversos estudos de ACT, a evitação experiencial está presente em diversos transtornos apontados pelo DSM, o manual de transtornos psicológicos. A EE em si não é um problema. Pensamos num outro exemplo onde a evitação está presente. Uma pessoa pode não querer ir a uma festa, onde sabe que vai encontrar o(a) sua ex, o que gera uma sensação de mal estar. É compreensível atuar desta maneira. No entanto, quando passamos a atuar sobre o controle da sensação que nos gera desconforto, acabamos por nos distanciar da vida que queremos para nós. Se olharmos para esta pessoa novamente, ela não apenas deixou de ir à festas, como também a outras lugares que um dia geraram brilhos no seus olhos, por medo de sentir o mal estar. Ficar em casa agora é mais confortável, não faz entrar em contato com situações que podem gerar um maior mal estar. No entanto, sua vida vai perdendo cor. Viver já não faz mais sentido.

O texto completo do psicólogo Matheus Bebber está no link https://bit.ly/2O6EB5a.