Qualificando Relações

De modo geral, não gostamos de sentir mal-estar, seja com alguma emoção entendida como negativa ou por pensamentos avaliados como ruins. Frente a experiências internas desagradáveis, nossa ação automática é voltada para eliminar estes eventos privados que nos fazem sofrer. Mesmo que a dor seja interna, atribuímos a causas externas a raiz de nossos problemas ou achamos que o problema não está em nós. Na relação de casal, quando isto acontece (e como acontece!), o impulso frente à dor é de eliminar o que julgamos ser o responsável por nossos problemas. Como? Mudando o(a) parceiro(a), claro!
Infelizmente, não é tão simples assim… As tentativas de esquiva podem ser no sentido de tentar controlar o outro, como por exemplo, criticando-o, discutindo de forma intensa, ou, inclusive, coagindo com silêncios ‘mortíferos’… As consequências, geralmente, não vão em direção a uma mudança genuína e perene. Pode até acontecer do(a) parceiro(a) mudar seu comportamento, mas, geralmente, o comportamento antigo, entendido como gerador do sofrimento, retorna… Afinal, numa relação conjugal mais duradoura, quantas vezes o casal tem a ‘mesma velha briga’? Se os comportamentos de coerção, ameaças ou briga ajudassem a mudar o comportamento do outro, todos os problemas estariam resolvidos…

Texto completo no site https://bit.ly/2PO0mYB