Qualificando Relações

Congresso CEFI - Livro de Resumos

  • Ter, 19 de Dezembro de 2017

    Livro de Resumos
    Porto Alegre, 28 a 30 de setembro de 2017
    Hotel Embaixador
    Realização:

    Centro de Estudos da Família e do
    Indivíduo
    Asociación Psicológica
    Iberoamericana de Clínica y Salud

    Comissão Organizadora:
    Adriana Zilberman
    Mara Lins
    Comissão Científica:
    Coordenação
    Crístofer Batista da Costa

    Membros
    Anelise Schaurich dos Santos
    Cibele Carvalho
    Karla Rafaela Haack
    Mariana Rodrigues Machado
    Marina Zanella Delatorre
    Michele Terres Trindade
    Suzana Catanio dos Santos Nardi

    O EXERCÍCIO PARENTAL NO PÓS-DIVÓRCIO: A PERSPECTIVA DAS CRIANÇAS
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    Autores: Ângela Roos Campeol, Juliana Marion, Anelise Foletto Araújo, Caroline Rubin Rossato
    Pereira
    Instituição: Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
    E-mail para contato: angela13_07@hotmail.com
    Resumo
    Importantes mudanças marcaram as famílias desde as últimas décadas do século passado. Dentre
    os diversos fatores que contribuem para as novas configurações familiares está a separação
    conjugal. A separação conjugal acarreta uma série de negociação frente aos papéis e funções
    ocupados pelos membros da família, contudo, não deve alterar a vinculação entre pais e filhos.
    Neste contexto, apesar da ruptura da relação conjugal, pai e mãe devem continuar a existir como
    uma "dupla parental". A coparentalidade assume, então, um espaço fundamental no
    desenvolvimento saudável da criança. O exercício da coparentalidade requer a interlocução dos
    pais sobre seus papéis e responsabilidades, configurando-se como uma preocupação conjunta pelo
    bem-estar global da criança. Assim, este estudo buscou compreender as percepções das crianças
    sobre a separação dos pais e identificar como se mantém as relações mãe-criança e pai-criança no
    pós-divórcio. O estudo teve caráter qualitativo e exploratório, sustentado na Sistêmica Familiar.
    Participaram da pesquisa quatro crianças, entre seis e onze anos, cujos pais estabeleceram
    formalmente o divórcio. Como instrumentos foram utilizados o Questionário de Dados
    Sociodemográficos com as mães, e o Procedimento de Desenho-Estória com Tema e a Entrevista
    Semiestruturada com as crianças. A partir da análise de conteúdo, as entrevistas revelaram que os
    homens permanecem pouco acessíveis aos cuidados diários dos filhos no pós-divórcio. Por vezes,
    houve a interferência dos papéis conjugais no exercício parental, em que a corresponsabilidade foi
    sobreposta por uma dinâmica conflituosa do ex-casal. Nos desenhos houve a ausência da figura
    paterna, o que pode alertar para um distanciamento entre eles. Observou-se, em alguns casos, que
    a nova união dos pais também pode afetar o desempenho das funções parentais, quando o novo
    integrante da família se apresenta como alguém que substitui a figura parental. Por fim, esta
    pesquisa se propôs a refletir sobre o melhor interesse da criança.
    Palavra-chave: separação conjugal; coparentalidade; crianças.
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    AS RELAÇÕES PARENTAIS NO CONTEXTO DA SEPARAÇÃO CONJUGAL:
    UM ESTUDO DE CASO
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    Autores: Caroline de Abreu Prola Fristch, Caroline Rossato Pereira, Graciela Coelho
    Instituição: Faculdade Integrada de Santa Maria - FISMA
    E-mail para contato: carolprolla@yahoo.com.br
    Resumo
    O presente estudo objetivou investigar a compreensão das crianças acerca da separação conjugal
    de seus pais, contextualizando-as nas relações parentais estabelecidas. Realizou-se um estudo
    exploratório qualitativo composto por estudo de casos múltiplos com três famílias de crianças com
    seis anos, cujos pais estavam separados conjugalmente há no máximo dois anos. Para o
    levantamento de dados com as crianças, foram utilizados os seguintes instrumentos projetivos:
    Teste das Fábulas – versão pictórica e o procedimento de Desenhos de Família com Estórias. Os
    pais foram acessados individualmente para uma Entrevista de Dados Sociodemográficos e uma
    Entrevista sobre a Separação Conjugal e os Filhos. Com base nos dados, foi possível perceber
    diferenças na percepção das crianças a respeito dos significados que as relações parentais
    assumiram no contexto do pós-divórcio. Para dois dos participantes, aos pais foi destinada uma
    posição caracterizada pela afetividade, ao passo que para três deles a figura das mães ocupava
    uma posição de conflito. De modo singular, neste estudo, para uma criança a figura materna foi
    compreendida pelos filhos como continente, ocupando o lugar do cuidado. Entende-se que as
    possíveis repercussões para a criança da separação dos pais podem se manifestar através de
    desorganizações emocionais, no entanto a qualidade do apego entre as figuras parentais e as
    crianças atua como mediadora no momento de grandes mudanças, que se constitui a separação,
    caracterizando a desorganização emocional da criança como transitória ou esperada para o
    momento de crise que a família vivenciou. Uma vez que, mesmo com o envolvimento, afeto e
    preocupação dos pais, o evento da separação conjugal pode gerar medo e ansiedade na criança,
    pois ela se encontra em uma posição passiva sobre os eventos posteriores à decisão de separação.
    Palavra-chave: crianças; separação conjugal; pais.
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    HABILIDADES SOCIAIS E DE ENFRENTAMENTO COM USUÁRIOS DE CRACK:
    INTERVENÇÃO E MEDIDAS DE EFEITO TERAPÊUTICO
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    Autores: Leda Rúbia Maurina Coelhom, Marina Alves Dornelles, Dhiordan Cardoso da Silva,
    Margareth da Silva Oliveira
    Instituição: Universidade Luterana do Brasil - ULBRA, Pontifícia Universidade Católica do Rio
    Grande do Sul - PUCRS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
    E-mail para contato: ledarubia@yahoo.com.br
    Resumo
    Habilidades sociais (HS) são o conjunto de comportamentos do repertório do indivíduo para
    responder adequadamente às demandas interpessoais. No contexto clínico-terapêutico da
    dependência química, o termo habilidades de enfrentamento (HE) é descrito como as habilidades
    de um indivíduo para enfrentar situações de alto risco de consumo de drogas. OBJETIVO:
    Descrever se houveram mudanças no repertório de HS, HE e auto eficácia (AE) para abstinência
    de drogas após o término de um programa de treinamento e no seu follow-up de três meses. Tratase
    de um estudo quase-experimental com medidas pré e pós-intervenção. A amostra é composta
    por 32 participantes com Transtorno Relacionados a Estimulantes, internados em comunidades
    terapêuticas. Os instrumentos utilizados foram: Escala de auto eficácia para abstinência de
    drogas/DASE; Inventário de Habilidades de Enfrentamento Antecipatório para a abstinência de
    Álcool e outras Drogas/IDHEA-AD; Inventário de Habilidades Sociais/IHS. O Treinamento de
    Habilidades Sociais e de Enfrentamento – TSHE demonstram que houve aumento no escore total
    e nos fatores da DASE. O Fator 3, indicou que a intervenção propiciou aumento na auto eficácia
    para abstinência de drogas (p<0,001). Os escores do IHS mantiveram-se inalterados
    estatisticamente (p=0,839). Os escores total do IDHEA-AD (p<0,001) após o treinamento, os
    Fatores 1 e 2, apontaram um repertório abaixo da média e um repertório elaborado acima da média.
    O Fator 3 apresentou bom repertório no pós-treinamento e se manteve no follow-up. Os
    participantes de TSHE apresentaram aumento significativo nos escores da auto eficácia para
    manutenção da abstinência e do autocontrole emocional. Os resultados relacionados às HE
    assertivas para recusa e expressão de sentimentos oscilaram ao longo do tratamento. Pode-se
    dizer que a intervenção viabilizou o treino de habilidades enfocadas e auxiliou para a identificação
    das dificuldades dos participantes além de favorecer o conhecimento e a relevância do
    desenvolvimento de programas de THSE para usuários de crack.

    Palavras-chave: habilidades sociais; habilidades de enfrentamento; crack; relação terapêutica.
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    NARRATIVAS DE MÃES CHEFES DE FAMÍLIA:
    MULHERES PLURAIS E FAMÍLIAS SINGULARES
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    Autores: Fabiana Verza, Marlene Neves Strey
    Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
    E-mail para contato: fabianaverza@hotmail.com
    Resumo
    O presente trabalho é um recorte de uma tese de doutorado que investigou a monoparentalidade
    feminina desde a perspectiva de gênero e da terapia familiar. Realizou-se uma análise crítica da
    monoparentalidade feminina, procurando destacar a inter-relação entre o contexto e o processo de
    estruturação das famílias chefiadas por mulheres no ambiente micro e macrossocial, a partir da
    abordagem ecológico-sistêmica. Trata-se de um estudo com enfoque qualitativo e delineamento
    exploratório-descritivo. Este trabalho investigou a percepção de mulheres chefes de família acerca
    da monoparentalidade feminina desde uma perspectiva micro e macrossocial. Foram entrevistadas
    dez mulheres chefes de família, de nível sócio econômico médio, com idades divididas entre 30 e
    39; 40 e 50 e 51 e mais de 60 anos. Os dados foram coletados através de entrevista individual
    semiestruturada, e os tópicos utilizados no roteiro buscaram compreender como questões de
    gênero se expressam em suas ações e atitudes e se interconectam com o contexto familiar, social
    e cultural. Foi utilizada a Análise Crítica de Discurso seguindo uma abordagem sistêmica e
    enfatizando os micro e macro elementos presentes nos discursos. Os resultados apontaram uma
    interação discursiva entre os micro (dinâmica e funcionamento) e macro (aspectos sociais e
    contextuais) elementos do discurso revelando, sob a crítica de gênero, a existência de aspectos
    favoráveis e desfavoráveis associados à chefia familiar feminina na contemporaneidade. Concluise
    que existe uma alta sensibilidade aos modelos prescritivos patriarcais de família uma vez que os
    discursos se constroem sobre a nostalgia da família perdida por um lado, e por outro, observa-se
    um esforço para romper com tais ideais e desconstruir preconceitos e paradigmas cristalizados na
    sociedade.
    Palavra-chave: monoparentalidade feminina; gênero; família.
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    A APLICABILIDADE DA GUARDA COMPARTILHADA:
    O OLHAR DOS ACADÊMICOS DE DIREITO
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    Autores: Gabriela Clerici Christofari, Dorian Mônica Arpini
    Instituição: Universidade Federal de Santa Maria – UFSM
    E-mail para contato: gabizinha_christofari@hotmail.com
    Resumo
    Entende-se a instituição familiar como o local primordial para o desenvolvimento dos indivíduos,
    assim como se percebe o estudo das relações familiares essencial para o entendimento da vida em
    sociedade. Nesse sentido, este trabalho tem por objetivo apresentar os resultados de uma pesquisa,
    que buscou compreender qual o entendimento de acadêmicos do curso de Direito a respeito da
    dinâmica familiar na atualidade, da guarda compartilhada e de sua aplicabilidade. A abordagem
    teórica utilizada foi interdisciplinar, buscando subsídios na área do Direito, em especial do Direito
    de Família e da Psicologia, com suporte na compreensão da dinâmica familiar a partir da teoria
    psicanalítica. Fizeram parte deste estudo oito acadêmicos, dos cursos de Direito, diurno e noturno,
    de uma Universidade Pública de Ensino Superior, que cursaram a disciplina de Direito de Família
    no último semestre em que seus cursos a ofertaram. A pesquisa foi de cunho qualitativo e realizouse
    através de entrevistas semiestruturadas de questões abertas. A análise dos dados deu-se
    através da análise de conteúdo. Os resultados apontam que, para os participantes do estudo, a
    diferenciação entre parentalidade e conjugalidade no contexto pós-divórcio é um movimento difícil
    de ser compreendido pelo casal parental, além de ser complexo de ser colocado em prática. Além
    disso, os dados mostram que o principal entendimento dos acadêmicos sobre a guarda
    compartilhada é a necessidade de compartilhamento das responsabilidades entre os pais. Ainda,
    os participantes questionam a efetividade da modalidade de guarda em questão, trazendo algumas
    restrições quanto à sua aplicabilidade. Ademais, nota-se a importância de estudos que tenham
    como participantes outros atores e contextos sociais, de modo a relativizar os possíveis
    atravessamentos que foram apontados. Ainda, percebe-se a relevância de trabalhos
    interdisciplinares em casos que envolvem questões familiares, de modo a alcançar uma abordagem
    complexa e sistêmica das situações.
    Palavra-chave: divórcio; guarda compartilhada; relações familiares.
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    BOA PERCEPÇÃO DE SUPORTE FAMILIAR: FATOR DE PROTEÇÃO AO SURGIMENTO DE
    SINTOMAS PSICOFUNCIONAIS EM BEBÊS DE MÃES ADOLESCENTES GAÚCHAS
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    Autores: Gabriela Nunes Maia, Daniela Centenaro Levandowski
    Instituição: Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA
    E-mail para contato: gabisnmaia@gmail.com
    Resumo
    O surgimento de sintomas psicofuncionais (SP) - tema pouco estudado na literatura nacional e
    internacional – representa uma disfuncionalidade na vida do bebê, que pode estar relacionada tanto
    à relação da díade mãe-bebê, como a aspectos da dinâmica da família ampliada. Nesse estudo
    buscou-se analisar em que medida o ambiente da dupla mãe jovem-bebê, representado pelo pai do
    bebê e pela família de origem da jovem, pode atuar como fator de proteção ou risco para o
    desenvolvimento do bebê, indicado pela presença ou ausência de SP. Realizou-se uma pesquisa
    transversal, de cunho misto, com seis mães jovens (M=17; DP=1,67) e seus bebês (M=9; DP=3,34).
    Todas mantinham relacionamento amoroso com o pai do bebê e não apresentavam sintomas
    depressivos (Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo). Utilizou-se uma Ficha de Dados
    Demográficos, o Symptom CheckList (avaliação de SP), a Escala Revisada de Ajustamento
    Conjugal (R-DAS; avaliação do ajustamento conjugal), o Inventário de Suporte Familiar (IPSF;
    percepção de apoio da família) e uma entrevista semiestruturada sobre a maternidade. Metade dos
    bebês apresentava algum tipo de SP. Os bebês cujas mães apresentaram uma percepção positiva
    do suporte familiar (IPSF; escore médio-alto ou maior), mesmo na presença de uma relação
    amorosa considerada ruim (R-DAS; ajustamento conjugal ruim), não apresentaram SP. Dessa
    forma, a satisfação da mãe jovem em relação ao suporte familiar parece ser um fator de proteção
    ao surgimento de SP no bebê. Tal constatação foi reforçada pelas falas das jovens, que referiram
    receber ajuda da própria mãe, da mãe do companheiro, do pai e de irmãos para o cuidado do bebê,
    o esclarecimento de dúvidas e a tomada de decisões econômicas e profissionais. Tais achados
    salientam a importância da família ampliada para a adaptação das mães jovens às múltiplas
    demandas da conjugalidade e da maternidade, para que possam promover o desenvolvimento
    psíquico saudável do bebê.
    Palavra-chave: maternidade adolescente; sintomas psicofuncionais; suporte familiar;
    relacionamento amoroso.

    A ARTICULAÇÃO ENTRE O DOMÍNIO DA FAMÍLIA E DO TRABALHO EM EXECUTIVOS
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    Autores: Gabriela Techio, Manoela Ziebell de Oliveira
    Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS
    E-mail para contato: gabriela.techio@gmail.com
    Resumo
    Ao longo do ciclo vital os indivíduos ocupam diferentes papeis. Com as diversas funções que se
    sobrepõem, acredita-se que os eles terão dificuldades para conciliar os domínios em que são
    membros. A conciliação seria mais difícil para indivíduos casados, com filhos e que ocupam cargos
    executivos nas organizações, pois há um aumento das demandas na família e no trabalho. Diante
    disso, foi realizada uma pesquisa qualitativa para compreender como indivíduos em carreiras
    executivas dentro de organizações privadas percebem e lidam com o conflito entre trabalho e
    família. A amostra foi composta por oito profissionais casados e com pelo menos um filho. Foram
    utilizados um questionário sociodemográfico, um instrumento denominado “pizza da estrutura de
    vida” e uma entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados de acordo com o método
    fenomenológico-semiótico. Os resultados ressaltaram a presença dos estereótipos de gênero na
    experiência do conflito entre trabalho e família e a importância atribuída ao trabalho e ao papel
    parental. A falta de tempo foi descrita como a maior fonte de conflito entre os domínios. Entretanto,
    mesmo com dificuldades e prejuízos, os participantes percebem a conciliação entre as esferas com
    algo natural. Como estratégias de conciliação, os indivíduos contam com o suporte de familiares,
    da organização em que trabalham e fazem uso de serviços especializados. Os resultados
    mostraram um esforço dos entrevistados para separar temporal e espacialmente os domínios da
    família e do trabalho, porém no cotidiano existia uma integração entre eles. Apesar do estudo não
    ser generalizável, ele permite uma melhor compreensão do fenômeno do conflito trabalho e família
    no contexto brasileiro.
    Palavra-chave: conflito; papeis; trabalho; família.
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    FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO OBSERVADAS EM RESIDENTES DE UMA
    COMUNIDADE TERAPÊUTICA
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    Autores: Ingrid Schenkel, Carmem Giongo
    Instituição: Universidade Feevale
    E-mail para contato: ingridschenkel@yahoo.com.br
    Resumo
    Atualmente, o consumo de substâncias psicoativas está disseminado por todas as classes sociais,
    faixas etárias e culturas, tornando-se um grave problema de saúde pública em todo o mundo. Diante
    disso, esta pesquisa teve o propósito de identificar fatores de risco e de proteção observadas a
    partir dos atendimentos psicológicos realizados em dependentes químicos de uma comunidade
    terapêutica no interior do Rio Grande do Sul. Trata-se de uma pesquisa qualitativa descritiva, com
    técnica de observação participante, registrada em diário de campo durante os atendimentos e logo
    após transcrita, sendo também realizada uma entrevista semiestruturada com a psicóloga do local
    em outro momento. Todos os dados obtidos foram considerados a partir da análise de conteúdo
    proposta por Minayo (2007). Nesta pesquisa foi obtido consentimento verbal de todos os envolvidos,
    porém foi mantido em sigilo a identificação dos mesmos. Os resultados foram analisados a partir
    dos relatos dos residentes, identificando-se como principais fatores de risco os relacionamentos
    interpessoais e familiares, assim como déficits em habilidades sociais, mostrando que há grande
    influência da família e dos amigos em ambientes propícios ao uso, e destacando-se as dificuldades
    de expressão de sentimentos, respectivamente. Já para os fatores de proteção foram apontados
    principalmente a fé, e os atendimentos psicológicos, que se mostram importante justamente pela
    motivação que é gerada a partir do grupo, e pela importância da psicoeducação quanto ao
    autoconhecimento, a doença e ao desenvolvimento de estratégias a fim de melhorar a qualidade
    de vida e de tratamento dos residentes. Assim, conclui-se que se mostra importante entender esses
    fatores, pois o que para alguns pode ser um fator protetivo, para outros pode ser considerado
    ameaça. E a partir dessa identificação possibilitar intervenções efetivas, ampliar os fatores de
    proteção e melhorar estratégias de enfrentamento dos indivíduos em tratamento para reduzir os
    índices de recaída.
    Palavra-chave: dependência química; comunidade terapêutica; fatores de risco; fatores de
    proteção.
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    PROBLEMAS EMOCIONAIS E DE COMPORTAMENTO NA ADOLESCÊNCIA:
    PADRÕES DE CONCORDÂNCIA ENTRE MÃES E FILHOS
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    Autores: Jade Wagner Bernardes, Angela Helena Marin
    Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS
    E-mail para contato: jadewbernardes@gmail.com
    Resumo
    Problemas emocionais e de comportamento são prevalentes entre adolescentes, o que ressalta a
    importância da sua identificação visando-se a prevenção de quadros clínicos. Para entender o
    fenômeno de forma sistêmica, faz-se necessário contemplar múltiplos informantes. Assim,
    objetivou-se avaliar a concordância entre mães e filhos adolescentes quanto aos indicadores de
    problemas emocionais e de comportamento destes últimos e comparar indicadores de
    ansiedade/depressão, isolamento/depressão, queixas somáticas, problemas sociais, problemas de
    pensamento, problemas de atenção, comportamento desviante e comportamento agressivo, visto
    que estudos atuais têm priorizado análises globais que contemplam apenas os escores totais de
    problemas. Trata-se de um estudo correlacional e comparativo, de corte transversal e abordagem
    quantitativa, do qual participaram 95 adolescentes com 11 a 18 anos (M = 13,75; SD= 1,39) e suas
    mães, totalizando 190 participantes. Os instrumentos utilizados foram o Inventário de
    Comportamentos para Crianças e Adolescentes entre 6 e 18 anos e o Inventário de Auto avaliação
    para Adolescentes de 11 a 18 anos. Para avaliar a concordância entre mães e filhos, utilizou-se o
    índice Kappa de Cohen ponderado, que revelou concordância considerável em comportamento
    agressivo (k = 0,36; p = 0,001), problemas externalizantes (k = 0,32, p = 0,002) e total de problemas
    (k = 0,22, p = 0,03). A correlação de Spearman indicou correlação positiva fraca-moderada entre a
    percepção de mães e adolescentes nas escalas isolamento e depressão (r = 0,28; p < 0,01),
    problemas sociais (r = 0,26; p < 0,05), problemas de pensamento (r = 0,28; p < 0,05),
    comportamento desviante (r = 0,26; p < 0,05), comportamento agressivo (r = 0,43; p < 0,01),
    problemas externalizantes (r = 0,39; p < 0,01), total de problemas (r = 0,34; p < 0,01). Os dados
    revelam que os padrões de concordância correspondem a indicadores externalizantes,
    majoritariamente, sugerindo que as mães tendem a perceber mais tais sintomas e, menos
    expressivamente, os internalizantes, o que pode estar relacionado a características como
    retraimento. Esse entendimento é corroborado pelas correlações. Ainda assim, são concordâncias
    e correlações apenas moderadas, sugerindo uma possível falta de coesão entre mães e filhos, que
    pode estar relacionada a adolescência e direcionamento aos pares.
    Palavras-chave: problemas emocionais e de comportamento; múltiplos informantes; adolescentes.
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    AS INTERFACES DO PROCESSO DE RESILIÊNCIA COM FAMÍLIAS EM ATENDIMENTO
    PSICOLÓGICO
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    Autores: Jessamine Souza de Melo, Patricia Romani, Ricardo Cunha
    Instituição: Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul - FADERGS, Hospital Santa
    Casa
    E-mail para contato: jessamine.souza@gmail.com
    Resumo
    O estudo apresenta aspectos abordados na investigação sobre as interfaces do processo de
    resiliência com famílias. A resiliência familiar se refere à maneira como o grupo familiar supera as
    adversidades. Estudos referem-na como a capacidade de enfrentar as dificuldades e superar as
    situações de crise (WALSH, 2003). Este estudo teve como objetivo analisar a percepção das
    terapeutas no processo de resiliência das famílias atendidas. Foi realizada uma pesquisa qualitativa
    de casos múltiplos através de entrevista semiestruturada com três terapeutas. As informações foram
    categorizadas e interpretadas através da análise de conteúdo temática, pautada nos referenciais
    da psicologia positiva e da terapia sistêmica. As categorias foram: Percepção geral da família,
    Situações de crise\adversidade, Domínios da resiliência familiar, e Visão do terapeuta frente à
    resiliência da família. Histórico familiar de transtornos mentais, lutos e tentativa de suicídio foram os
    principais fatores de risco encontrados. (WALSH, 2005) Destacaram-se como fatores de proteção
    à procura de ajuda profissional e as mudanças de comportamento. As terapeutas não diferenciaram
    resiliência individual da familiar e não identificaram elementos que a evidenciassem nas unidades
    analisadas. O estudo da resiliência familiar orienta as intervenções para fortalecer a família na
    medida em que os problemas são solucionados. Entretanto, esta abordagem vai além da resolução
    de problemas, visando a prevenção e a preparação para o enfrentamento de desafios futuros. Os
    domínios de resiliência familiar funcionam como um mapa útil para orientar as famílias e as
    terapeutas e proporcionar coerência no planejamento da intervenção (RUTTER, 1999 e YUNES,
    2003). Ao mesmo tempo em que se percebe o valioso potencial da resiliência familiar dentro da
    perspectiva sistêmica e da psicologia positiva, considerando-se as singularidades e o contexto em
    que a família está inserida, é possível constatar a carência de trabalhos acerca deste tema,
    principalmente estudos empíricos.
    Palavra-chave: resiliência; família; terapia.
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    EXPERIÊNCIAS NA FAMÍLIA DE ORIGEM E VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA EM CASAIS
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    Autores: Josiane Razera, Denise Falcke
    Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS
    E-mail para contato: josianerazera@imed.edu.br
    Resumo
    A violência, em especial a psicológica, tornou-se uma forma usual de resolução de conflitos
    conjugais. Buscando compreender possíveis preditores desse comportamento, já se encontram
    evidências científicas de que o contexto familiar de origem está ligado aos relacionamentos
    violentos. Frente a isso, o objetivo foi investigar quais comportamentos familiares predizem a
    ocorrência de violência psicológica cometida por homens e mulheres. Foram pesquisados 608
    indivíduos heterossexuais, casados ou em união estável. Trata-se de uma pesquisa quantitativa e
    explicativa. Os participantes responderam a escala de violência CTS2 (Conflict Tactics Scale) e as
    subescalas do FBQ (Family Background Questionnaire). Realizaram-se análises de regressão
    (stepwise) através do SPPS (22.0). Os resultados revelaram que o modelo foi significativo (R2 =
    0,239; p < 0,001) sendo que a violência psicológica cometida pelas mulheres obteve associação
    com abuso sexual sofrido na infância (t = -3,747; p = 0,000), abuso de substância paterno (t = -
    2.103; p = 0,036), desajustamento psicológico paterno (t = 2.645; p = 0,009) e coalizão parental (t
    = 2.584; p = 0,010). Essas variáveis explicaram aproximadamente 23% da violência psicológica
    cometida pelas mulheres desta pesquisa. No que trata da violência psicológica cometida pelos
    homens, o modelo de regressão (R2= 0,095; p = 0,001) apontou que ter vivenciado negligência
    física na infância (t = -2.048; p = 0,001) e o desajustamento psicológico materno (t = 2.818; p =
    0,005) tiveram poder preditivo de 9% da violência psicológica que os homens cometem. Os
    resultados permitem referir que as experiências vivenciadas nas famílias de origem podem estar
    relacionadas com a forma com que os indivíduos se relacionam em suas conjugalidades. Outro
    resultado importante é que se revelam algumas identificações com o comportamento da figura
    parental do sexo oposto. Esses dados podem auxiliar na compreensão dos casos de violência
    conjugal e, em especial, pensar em programas de prevenção.
    Palavra-chave: violência; violência psicológica; casamentos; família.
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    “DEIXEI O NÃO EM CASA”
    PUBLICIDADE MACHISTA E O MACHISMO NA PUBLICIDADE
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    Autores: Lucas André Borges Hlavac, Vanessa Ruffatto Gregoviski, Waleska Maffei
    Instituição: Centro de Estudos da Família e do Indivíduo - CEFI, Universidade do Vale do Rio dos
    Sinos - UNISINOS; Universidade de Passo Fundo – UPF.
    E-mail para contato: hlavaclucas@hotmail.com
    Resumo
    Segundo Instituto Patrícia Galvão, 65% das mulheres nāo se identificam com a maneira que sāo
    retratadas na publicidade. Não é difícil imaginar o porquê, departamentos de criação são
    praticamente um reduto masculino, sendo as mulheres relegadas aos de atendimento. A falta de
    uma perspectiva feminina acaba por reforçar estereótipos perigosos, como o da “mulher objeto”,
    incentivando e habilitando a violência contra a mulher. Cada vez mais existe um levante contra esse
    machismo, abrindo oportunidade para discutir a igualdade de gênero e o empoderamento feminino.
    A partir de análise documental, propôs-se discutir teoricamente propagandas midiáticas que
    objetificam a mulher, e as suas consequências na psique e na saúde das mesmas. Buscou-se
    refletir sobre quais as repercussões sociais da perpetuação de estereótipos. Foi feito um
    levantamento de como a mulher, ou aspectos tidos como femininos, são retratados através de
    propagandas que puderam ser encontradas em sites de busca públicos. A análise teórica foi
    realizada a partir de livros ou periódicos online. Os dados encontrados revelaram que, em sua
    maioria, a mulher como protagonista se encontra em propagandas cujos produtos se destinam ao
    cuidado do lar ou embelezamento. A publicidade voltada ao público masculino, em especial com
    temas esportivos ou de bebidas alcoólicas, também faz uso da imagem feminina, porém como um
    atrativo ao grupo alvo, colocando a mulher como um escambo que virá ao adquirir o item, ou como
    uma peça decorativa que atrai olhares masculinos, reduzindo-a a um “pedaço de carne”. Pensa-se
    que esses aspectos afetam diretamente a saúde mental do indivíduo, alterando, inclusive, as formas
    como se percebem ou as perspectivas que têm para si mesmos. A publicidade voltada para reduzir
    a mulher a um mero atrativo masculino torna-se um ponto alvo quando estudamos questões de
    perpetuação de características de gênero, misógina e violência contra a mulher.
    Palavra-chave: saúde mental; violência contra a mulher; publicidade; abordagem multidisciplinar.
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    AS INFLUÊNCIAS DOS MODELOS DE APEGO NO PROCESSO DE LUTO
    DE ADULTOS JOVENS
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    Autores: Mariana Sanseverino Dillenburg, Mariana Bortoncello Filippin, Lisandra Lopes Barbosa
    Instituição: Centro de Estudos da Família e do Indivíduo – CEFI
    E-mail para contato: mariana.dillenburg@gmail.com
    Resumo
    O luto é um processo natural enfrentado durante diversos momentos da vida, configurando uma
    evolução saudável realizada pelo indivíduo para elaborar aquela perda e readaptar-se à vida. A
    forma como o sujeito enfrenta esse processo recebe bastante influência dos seus modelos de apego
    internalizados. Estes modelos são desenvolvidos na infância e determinados pela relação que o
    cuidador estabelece com a criança, visando construir uma base segura para ela ser acolhida e
    conseguir explorar o mundo. Déficits importantes nessa fase da vida resultam no desenvolvimento
    de apego inseguro. O objetivo deste trabalho foi compreender a influência dos modelos de apego
    observados no processo de luto de três adultos jovens de uma clínica escola que perderam suas
    mães. Utilizou-se a metodologia de estudo de casos múltiplos não sistemático com eixo
    interpretativo dos modelos de apego e das tarefas do luto. Os resultados apontaram que a paciente
    que demonstrou ter um apego seguro conseguiu fazer uma readaptação à perda de forma mais
    satisfatória e natural em comparação às outras duas pacientes que apresentavam apego inseguro.
    Uma destas, pelo tipo de apego inseguro e dificuldade em expressar seus sentimentos, realizava
    atitudes autodestrutivas que a colocavam em risco e que podem levar a um luto complicado. No
    terceiro caso também foi observado um tipo de apego inseguro que, apesar da paciente estar
    conseguindo realizar seu processo de luto, elevou significativamente o nível de ansiedade dela
    diante da readaptação à vida. Estes achados foram pertinentes com os apontados pela literatura,
    reforçando a influência desses modelos de apego no luto. Como limitações destacam-se a presença
    de apenas observações clínicas, sem aplicação de instrumentos e a variação de tempo desde a
    perda. Por fim, sugere-se a realização de mais estudos nessa área, pois contatou-se uma escassez
    de artigos científicos sobre o luto parental de jovens adultos.
    Palavra-chave: luto; ciclo vital; tarefas do luto; apego.
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    PERCEPÇÃO DE PROFESSORES SOBRE A SEXUALIDADE DE ESCOLARES DO ENSINO
    FUNDAMENTAL DE PORTO ALEGRE
    ______________________________________________________________________________
    Autores: Milene Fontana Furlanetto, Angela Helena Marin, Dayse Cardoso, Juliana Goulart
    Chaves
    Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS
    E-mail para contato: mileneff@gmail.com
    Resumo
    A construção e expressão da sexualidade é um processo social contínuo e influenciado por diversos
    contextos. Dentre estes, a escola se destaca como um dos sistemas no qual a educação sexual
    ocorre de maneira informal ou formal, influenciando os comportamentos individuais e relacionais.
    Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi compreender a percepção de professores acerca
    da sexualidade de adolescentes escolares. Trata-se de um estudo de delineamento exploratório,
    corte transversal e abordagem qualitativa, que faz parte de uma pesquisa maior, que visa identificar
    comportamentos sexuais de risco de adolescentes escolares e associá-los a características
    individuais e contextuais relacionadas à família e a escola, aprovada pelo Comitê de Ética da
    Universidade do Vale do Rio dos Sinos. O presente estudo contemplará apenas os dados relativos
    à segunda etapa, no que tange ao contexto escolar. Os participantes foram seis professores do
    sexto ao nono ano de três escolas públicas da cidade de Porto Alegre que responderam a uma
    entrevista semiestruturada contendo questões referentes a dados sociodemográficos, percepção
    sobre sexo e sexualidade na adolescência, educação sexual e comunicação adolescente-famíliaescola
    sobre sexualidade. Utilizou-se análise temática para análise e interpretação dos dados. Os
    temas emergiram dos próprios dados, que foram analisados por dois juízes independentes, a saber:
    papéis de gênero, risco sexual e educação sexual. Resultados preliminares sugerem que os
    professores tendem a dicotomizar os comportamentos sexuais dos adolescentes em papéis de
    gênero masculino e feminino, em que são esperados determinados comportamentos para cada
    sexo. O diálogo sobre sexualidade na escola é escasso e ocorre em atividades pontuais,
    desenvolvidas à critério do professor. Constata-se que é necessário investir na capacitação de
    profissionais da educação e saúde, bem como formalizar a educação sexual nas escolas a fim de
    promover a reflexão crítica frente a situações de discriminação e fomentar uma cultura de cuidado
    em saúde.
    Palavra-chave: adolescência; sexualidade; educação sexual; professores.
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    O PAPEL FAMILIAR DOS FILHOS ADOLESCENTES
    NO CONTEXTO DA SEPARAÇÃO CONJUGAL DOS PAIS
    ______________________________________________________________________________
    Autores: Mirela Heinen Rediss, Caroline Rubin Rossato Pereira, Dalila Carolina Moreira dos
    Santos
    Instituição: Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
    E-mail para contato: mirelarediss@gmail.com
    Resumo
    A separação conjugal se constitui em um momento de crise nas famílias, o que exige dos seus
    membros adaptações e reorganizações estruturais. Parte de um estudo maior, intitulado
    “Separação Conjugal: O Papel dos Filhos Adolescentes”, este trabalho objetiva investigar o lugar
    ocupado pelos adolescentes durante a separação conjugal dos seus pais, a partir da Teoria
    Sistêmica. Participaram do estudo nove adolescentes de onze a dezesseis anos, estudantes de
    escolas públicas de Ensino Fundamental e/ou Médio de uma cidade do interior do Rio Grande do
    Sul, com nível socioeconômico variado, cujos pais estavam separados no momento da coleta dos
    dados. Os participantes responderam uma entrevista de dados sociodemográficos e uma entrevista
    semiestruturada sobre a separação conjugal dos pais. Os dados coletados foram transcritos e
    analisados qualitativamente a partir da análise de conteúdo. Diante dos resultados, percebeu-se
    que, quando a separação conjugal dos pais ocorre, os filhos adolescentes tendem a ocupar papéis
    que não seriam esperados para esse momento de seu desenvolvimento como adolescente. Ao se
    romper a conjugalidade, o casal pode se encontrar inapto a desempenhar os seus papéis enquanto
    díade parental, de modo que o filho mais velho passa a desempenhar parte dessas funções. Sendo
    assim, os adolescentes podem ocupar a função de cuidadores e protetores dos irmãos mais novos,
    além de, em alguns casos, fornecerem apoio emocional aos pais, principalmente às mães
    fragilizadas pelo término de um relacionamento amoroso. Esses adolescentes também estiveram
    expostos ao conflito conjugal, chegando a interferir nas discussões entre os pais, defendendo um
    dos progenitores ou expressando a sua opinião sobre a decisão da separação. A partir dos
    resultados, ressalta-se a importância de preservar os filhos dos conflitos entre o ex-casal no
    momento da separação conjugal, destacando-se a importância de trabalhar os papéis e delimitar
    as fronteiras entre os subsistemas familiares neste contexto.
    Palavra-chave: famílias; adolescentes; separação conjugal.

    A INFLUÊNCIA DA MATERNIDADE POR ADOÇÃO NOS PROCESSOS DE HABILITAÇÃO DE
    CANDIDATOS À ADOÇÃO
    ______________________________________________________________________________
    Autores: Patricia Santos da Silva, Ana Karolina da Silva, Nicole Barros, Giana Bitencourt Frizzo
    Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Centro de Estudos da Família
    e do Indivíduo – CEFI
    E-mail para contato: patis.psico@gmail.com
    Resumo
    A habilitação é uma etapa essencial no processo de adoção, visto que avalia os candidatos e os
    prepara para o exercício das funções parentais. Apesar de ter suma importância para a adoção, o
    Estatuto da Criança e do Adolescente define apenas diretrizes, mas não critérios específicos que
    devem ser abordados nesse processo pelos técnicos. Por isso, aspectos da vida privada e
    experiências subjetivas, como a maternidade por adoção, poderiam influenciar nas práticas desses
    profissionais. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar se a maternidade por adoção
    experienciada pelas técnicas judiciárias poderia ter influência na sua prática profissional. Foram
    analisadas quatro entrevistas de técnicas judiciárias do Juizado da Infância e Juventude: duas do
    sul e duas do norte do Brasil, sendo que em cada estado uma das técnicas era mãe por adoção. As
    participantes faziam parte do projeto “Estar apto a ser pai e ser mãe do ponto de vista jurídico”. Elas
    responderam a uma entrevista semiestruturada sobre suas práticas. O delineamento utilizado foi
    estudo de caso coletivo com atenção às particularidades e semelhanças e as entrevistas foram
    analisadas através da análise temática. A partir das análises, foi possível perceber algumas
    diferenças. As participantes que são mães por adoção relataram que o processo de destituição é
    muito doloroso para elas por se colocarem no lugar dos pais que estão perdendo os seus filhos. Em
    relação especificamente aos processos de habilitação, as mães por adoção demonstraram grande
    empatia pelos candidatos e relataram uma tendência a valorizá-los no processo, o que pareceu ser
    motivado pela experiência pessoal. As participantes que não passaram por essa experiência
    relataram procurar ver o que seria melhor para criança em situação de acolhimento. Essa
    aproximação das técnicas judiciárias com a realidade da adoção pode tornar o processo de
    habilitação mais acolhedor para os candidatos.
    Palavra-chave: adoção; habilitação; maternidade.
    ______________________________________________________________________________
    ASSOCIAÇÃO ENTRE AMOR PELA APRENDIZAGEM E TRAÇOS DE PERSONALIDADE EM
    ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
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    Autores: Susana Konig Luz, Ana Paula Noronha, Naiana Dapieve Patias
    Instituição: Faculdade IMED, Universidade São Francisco - USF
    E-mail para contato: susana.konig@hotmail.com
    Resumo
    Forças de caráter são características positivas individuais as quais referem-se à capacidade
    preexistente de um modo particular de comportamento e sentimento, que facilita o funcionamento
    ideal do ser humano e pode ajudar no enfrentamento de adversidades da vida cotidiana. Assim
    como forças, os indivíduos também apresentam traços de personalidade que podem ser entendidos
    como características individuais de cada um. Este estudo teve como objetivo avaliar a associação
    entre Amor pela Aprendizagem e traços de personalidade (Realização e Neuroticismo) com as suas
    respectivas facetas, além de investigar se haviam diferenças entre os sexos, nas variáveis
    estudadas. Os participantes foram 396 estudantes universitários, ambos os sexos, residentes em
    uma cidade do interior de São Paulo. Dentre estes estudantes, 226 eram mulheres (57,1%), com
    idades variando de 17 a 61 anos (M=22,91; DP=6,03). Os instrumentos utilizados foram a Escala
    de Forças de Caráter (Noronha & Barbosa, 2013) e a Bateria Fatorial de Personalidade (Nunes,
    Hutz & Nunes, 2010). As análises foram realizadas através de estatísticas descritivas observandose
    média e desvio-padrão além de correlação de Person e teste t de student para verificar a
    diferença entre os sexos nas dimensões investigadas. Análise de regressão linear múltipla também
    foi realizada. De modo geral, foram encontrados coeficientes significativos, com magnitudes
    variando de fracas a moderadas. O coeficiente de maior magnitude foi entre Amor pela
    Aprendizagem e R1 (Comprometimento), e em seguida, com R3 (Empenho). No que se refere à
    correlação com Neuroticismo, recebe destaque o coeficiente negativo com N3 (Passividade). As
    variáveis R1, R2 e R3 apresentaram correlações positivas moderadas, muito baixa e baixa
    respectivamente com Amor pela Aprendizagem. Todas as facetas dos dois fatores de personalidade
    escolhidos correlacionaram-se confirmando a hipótese teórica de que Neuroticismo e Realização
    estariam relacionados com Amor pela Aprendizagem.
    Palavra-chave: motivação; forças de caráter; personalidade.
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    A PESQUISA DE PROCESSO EM PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA E A PRÁTICA CLÍNICA:
    ESTUDO DE CASO
    ______________________________________________________________________________
    Autores: Suzana Catanio Nardi
    Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS
    E-mail para contato: suzanacatanio@gmail.com
    Resumo
    O objetivo deste trabalho foi analisar o processo de uma psicoterapia psicanalítica com uma jovem
    de 19 anos, diagnosticada com Transtorno de Personalidade Borderline9 TPB). O estudo foi
    realizado em um período de 16 meses de tratamento correspondendo a 24 sessões gravadas em
    vídeo e codificadas através do Psychotherapy Process Q-Set (PQS) e 7 sessões com o
    Operationalized Psychodynamic Diagnosis (OPD-2). Para a análise do processo foi realizado o
    cálculo das médias dos itens das sessões, identificando-se os itens mais e menos salientes das 24
    sessões. Após, foi realizada a descrição do processo de psicoterapia através de um ordenamento
    simples das médias de cada item do PQS, identificando-se os itens mais e menos característicos
    do processo geral. Para o OPD, foram selecionadas 6 sessões, sendo duas do início do tratamento,
    uma antes da internação, uma durante a internação e as duas últimas do período de tratamento. A
    partir do cruzamento entre os dados do OPD e do PQS foram identificadas as vulnerabilidades
    expressas nessas sessões, tais como a desregulação afetiva, os ataques dirigidos tanto as figuras
    parentais quanto aos amigos e reproduzidas na relação terapêutica. A terapeuta trabalha
    principalmente o foco relacional no sentido da percepção dos outros, principalmente a dimensão de
    diferenciação self- objeto. Assim, o estudo de processo com pacientes com TPB, severamente
    perturbados, pode oferecer dados significativos para a prática clínica, uma vez que se utilizam
    dados coletados durante as sessões.
    Palavras chave: pesquisa de processo; transtorno de personalidade borderline; estudo de caso.
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    O IMPACTO DE UMA CRIANÇA COM TEA NAS RELAÇÕES FRATERNAS
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    Autores: Tatiane Pinto Rodrigues, Carlo Schmidt, Caroline Rubin Rossato Pereira, Caroline Prola
    Fritsch
    Instituição: Faculdade Integrada de Santa Maria - FISMA
    E-mail para contato: tatiane.rodrigues@fisma.com.br
    Resumo
    Conforme a literatura, as influências de possuir um irmão com TEA na família pode trazer
    implicações tanto positivas quanto negativas para as relações fraternas. No contexto nacional e
    internacional, os estudos realizados no domínio da qualidade de vida dos irmãos de crianças/
    adolescentes com TEA são bastante escassos (MARTINS, ANDRADE, 2015). Portanto, o presente
    trabalho investigou as relações familiares de irmãs adolescentes de pessoas com TEA sob a ótica
    das relações fraternas. Trata-se de um estudo qualitativo, realizado através de um delineamento de
    estudo de casos múltiplos em que participaram três irmãs adolescentes de pessoas com TEA.
    Foram utilizados entrevistas sociodemográficas e uma entrevista semi-estruturada. Os resultados
    sinalizam que o lugar ocupado pelas irmãs no sistema familiar estava deslocado para assumir
    funções parentais no que tange os cuidados com o irmão, no mesmo sentido, as participantes
    sinalizam tensão a essa responsabilidade. Em dois casos, as irmãs apresentaram desagrado mútuo
    e apreensão com relação às atividades de lazer, as quais havia a exigência de que fossem
    realizadas incluindo o irmão. Percebeu-se ainda, que em relação aos projetos de vida todas
    participantes relataram apreensão com relação a ingressar em novas etapas do ciclo vital da família,
    como um relacionamento amoroso. Revelam se sentir inseguras quanto à percepção do possível
    companheiro pelo irmão e ainda, se esse assumiria as responsabilidades afetivas e financeiras na
    ausência dos pais, no que tange o futuro. Este fato reforça a necessidade de novas investigações
    para que se consiga perceber, por um lado, o real impacto que uma criança com TEA provoca no
    seio familiar, em especial na reorganização de funções e a subtração de fases desenvolvimentais,
    principalmente nas relações fraternas.
    MARTINS, Rosa Maria Lopes; ANDRADE, Ana. Qualidade de vida dos irmãos de
    crianças/adolescentes autistas. In: Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do
    Adolescente. 2015.
    Palavra-chave: relações fraternas; TEA; família.
    ______________________________________________________________________________
    “QUEM VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?”
    ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI
    ______________________________________________________________________________
    Autores: Vanessa Ruffatto Gregoviski, Silvana Terezinha Baumkarten
    Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, Universidade de Passo Fundo -
    UPF
    E-mail para contato: vane.ruffatto2@hotmail.com
    Resumo
    A adolescência é um período fundamental na constituição do indivíduo, mas também podem ocorrer
    diversos conflitos e crises, auxiliando na formação da identidade do sujeito. Alguns jovens passam
    por períodos mais conturbados, transgridem normas sociais e acabam entrando em conflito com a
    lei, podendo ser privados de liberdade. Esses são os sujeitos dessa pesquisa, seis adolescentes
    que estão cumprindo medida socioeducativa em um CASE no interior do estado do RS. Entendese
    que estão passando por uma etapa em que podem descobrir novas possibilidades, e a partir
    disso serão analisadas as perspectivas de futuro que possuem. Aprovada pelo comitê de ética -
    parecer 1.496.756, a pesquisa tem delineamento qualitativo descritivo, utilizando-se do método de
    entrevistas semiestruturadas. As respostas foram discutidas a partir da análise de conteúdo, sendo
    os tópicos principais “atividades praticadas antes e durante a medida”, “trajetória escolar”, “cursos
    profissionalizantes”, “trajetória profissional”, e “Quem você vai ser quando crescer? – As
    perspectivas de futuro”. Percebeu-se que apesar do mito popular, esses jovens tinham uma vida
    típica de adolescente, indo a festas, saindo com amigos, jogando futebol, porém o abandono escolar
    e início no mundo informal de trabalho mudou completamente suas rotinas. Notou-se que esse
    crescimento abrupto trouxe aos adolescentes muitos ônus e bônus adultos, em que precisaram
    assumir responsabilidades que não cabiam a eles, constituindo-se em um fator de risco para a
    infração, principalmente ao sair de casa, ficando sem nenhuma rede de apoio. Para o futuro
    esperam não retornar à criminalidade, alguns querem constituir uma família, outros querem voltar a
    estudar, e todos querem trabalhar. A medida foi fundamental para mostrar novas possibilidades,
    proporcionando meios para que retomassem o investimento em sua educação e no trabalho formal,
    porém ainda há muito que deve ser feito, já que a maioria retornará para o mesmo ambiente do qual
    saiu.
    Palavra-chave: adolescente em conflito com a lei; medida socioeducativa; perspectiva de futuro.

    APRESENTAÇÕES
    DE PÔSTERES
    ______________________________________________________________________________
    ABORDAGEM SISTÊMICA EM UM CAPS AD: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
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    Autores: Camila Martins Sirtoli, Vanessa Ruffatto Gregoviski
    Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS
    E-mail para contato: vane.ruffatto2@hotmail.com
    Resumo:
    A Portaria 336/2002 vem com o intuito de estabelecer o que são CAPS - Centros de Atenção
    Psicossocial, pontos especializados da Rede de Atenção Psicossocial de um município, atendendo
    pessoas com transtornos mentais severos e persistentes dentro do território. Uma das modalidades
    definidas é CAPSAd, ou seja, para pessoas com uso abusivo de álcool ou outras drogas. Assim, o
    objetivo deste trabalho é de relatar a experiência de duas psicólogas residentes em Saúde Mental
    em um CAPSAd na região metropolitana da capital, utilizando-se da abordagem sistêmica para
    melhor compreender o usuário do serviço e seu contexto. Enquanto metodologia, este trabalho se
    constitui em um relato de experiência descritivo do viés abordado pelas autoras em suas inserções
    no local e com os usuários e familiares atendidos. Nomes dos cenários de práticas e indivíduos
    serão mantidos em sigilo, buscando preservar sua identidade. Da mesma forma, destaca-se que
    nosso ponto de vista está sendo abordado aqui, não excluindo diversas outras possibilidades e
    formas de cuidado. No tocante à análise da vivência, buscamos trabalhar a droga como um
    fenômeno complexo e dinâmico na vida do sujeito, tendo um papel a ser desempenhado. Assim
    como visa a sistêmica, percebemos que não bastava abordar a drogadição isoladamente, ela se
    co-relacionava com diversos outros fatores e atores, não buscando culpados, porém
    responsabilizando os envolvidos no cuidado. Além disso, a percepção mais integral do sujeito nos
    remeteu imediatamente ao cuidado com a família e ambiente em que estava inserido, sendo
    necessário o trabalho com os vínculos estabelecidos por perceber a droga como um sintoma
    emergente de uma situação oculta ou perceptivelmente grave. Concluímos que a abordagem
    sistêmica permitiu ter um olhar mais ampliado e humanizado daqueles que acolhíamos ao perceber
    que a droga apenas manifestava inúmeros outros riscos e vulnerabilidades às quais estavam
    expostos.
    Palavra-chave: sistêmica; centro de atenção psicossocial álcool e outras drogas; saúde mental;
    residência.
    ______________________________________________________________________________
    A IMPORTÂNCIA DO USO DA CARTOGRAFIA PARA RESIDENTES
    ______________________________________________________________________________
    Autores: Carla Izabel Morais Madeira
    Instituição: Universidade Federal do Amapá - AFA
    E-mail para contato: psic.carlaizabel@gmail.com
    Resumo:
    A Cartografia é um conceito usado na saúde com o objetivo compreender o processo do estado de
    saúde de um determinado território, nos indicando um procedimento de análise para as
    transformações e movimentos constantes de uma determinada comunidade. Nesse sentindo
    buscou-se realizar uma revisão bibliográfica utilizando as palavras-chaves “Cartografia”, “Atenção
    primária” e “Saúde coletiva” em site de dados da Scielo e Bireme; após realizou-se uma entrevista
    com os Agentes Comunitários de Saúde sobre a comunidade e após houve visitas in loco. Nesse
    sentindo, objetivou-se realizar um relato de experiência acerca da importância do uso da cartografia
    na pratica dos Residentes de Saúde Coletiva em uma comunidade quilombola, o Curiau, localizado
    na cidade de Macapá-AP. Após a construção da cartografia, possibilitou-se a compreensão da
    situação saúde-doença da população adscrita na Unidade Básica de Saúde, podendo-se refletir
    mais acerca dos motivos de poucas procuras para atendimentos de Enfermagem e de Psicologia
    na Unidade Básica de saúde, nos possibilitando pensar sobre novas estratégias para combater a
    baixa procura nos serviços. Desta forma a cartografia facilitou na compreensão dos
    comportamentos e crenças que a comunidade possuía, ampliando a visão que os Residentes
    podem ter acerca das diferenças entre os territórios, posto que durante o Programa de Residência
    Multiprofissional os Residentes passam por diversas Unidades Básicas de Saúde. Assim a
    cartografia é de extrema importância por possibilitar um entendimento mais completo e dinâmico da
    comunidade atendida, visto que a cada território perpassado os comportamentos e crenças da
    comunidade muda diante de uma mesma demanda de saúde.
    Palavra-chave: cartografia; atenção primária; saúde coletiva.
    ______________________________________________________________________________
    TRABALHANDO O LUTO DE UM ADOLESCENTE ATRAVÉS DA ABORDAGEM INDIVIDUAL
    SISTÊMICA
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    Autores: Carlos Roberto Tischler Heinen, Caroline Motiin, Maria Isabel Wendling
    Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
    E-mail para contato: carlosheinen@gmail.com
    Resumo
    Na abordagem da terapia sistêmica o luto pode ser compreendido como um processo de perda na
    qual é alterada a homeostase familiar e há a necessidade de uma reorganização dos papéis de
    todos os membros que fazem parte deste sistema. Pensando-se na fase da adolescência, que é
    um período de muitas mudanças e ressignificações, a perda por morte de um dos cuidadores pode
    impactar na construção do self, na sua individuação frente aos seus familiares e na sua constituição
    como indivíduo frente a sociedade. Estabelecer formas para a expressão de sentimentos e melhorar
    a comunicação foi vista como fundamental para a elaboração adequada destes processos,
    prevenindo um possível luto complicado. Portanto, o objetivo deste trabalho é apresentar o processo
    terapêutico na abordagem sistêmica individual, realizado em co-terapia, com um adolescente que
    perdeu sua mãe, feito no serviço escola do Curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica
    do Rio Grande do Sul (Serviço de Atendimento e Pesquisa em Psicologia - SAPP) na qual foram
    utilizadas diferentes técnicas e vivências com o paciente. Entre as atividades desenvolvidas podese
    citar: a cadeira vazia, a técnica da argila, a construção de cartas e a utilização de músicas, estas
    escolhidas pelo adolescente e também pelos próprios terapeutas. Desta forma, através das técnicas
    e do vínculo terapêutico estabelecido com os co-terapeutas, possibilitou-se uma melhor
    comunicação do enlutado facilitando, a posteriori, na conexão do conteúdo das vivências com a
    expressão dos sentimentos do indivíduo, favorecendo a elaboração do seu luto e finalizando o
    processo com a alta do paciente.
    Palavra-chave: luto; adolescência; terapia sistêmica; vivências; elaboração.
    ______________________________________________________________________________
    CRIATIVIDADE E IRREVERÊNCIA NA COORDENAÇÃO DO GRUPO DE TREINAMENTO DE
    HABILIDADES DE ADOLESCENTES: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
    ______________________________________________________________________________
    Autores: Cláudia da Rosa Muñoz, Maria Eduarda Alencastro
    Instituição: Centro de Estudos da Família e do Indivíduo – CEFI
    E-mail para contato: claudia@cefipoa.com.br
    Resumo
    A Terapia Comportamental Dialética denota-se como vertente do Contextualismo já bastante
    estabelecida como forma de tratamento eficaz para transtornos limítrofes e demais quadros
    sintomáticos que incluem descontrole de impulsos, características de baixa tolerância ao mal-estar,
    entre outros. O grupo de treinamento de habilidades integra está terapêutica no intuito de capacitar
    pessoas com desregulação emocional a ter melhor qualidade de vida.
    A aplicabilidade desta terapêutica também se torna efetiva para pacientes adolescentes e o grupo
    de treinamento de habilidades mostra-se de suma importância para a prática dos conceitos,
    prevenção de condutas de risco e promoção de saúde. Sendo a Terapia Comportamental Dialética
    bastante protocolar, a criatividade e irreverência na aplicação de dinâmicas no grupo de treinamento
    de habilidades tem se mostrado bastante atrativas e de melhor entendimento dos conceitos que
    envolvem a terapêutica. O presente trabalho constitui um relato de experiência da aplicação de
    dinâmicas, práticas criativas não protocolares para o ensinamento de ferramentas e treinamento
    das mesmas de uma maneira mais simples e de maior entendimento pelos adolescentes,
    promovendo maior aplicabilidade dos conceitos na prática. O caso apresentado fundamenta-se na
    prática das coordenadoras do grupo que ocorre no CEFI, membros da equipe de Terapia Dialética
    Comportamental do Cefi Contextus. Retrata-se neste pôster o período de três meses de
    treinamento, de abril a junho de 2017, nos quais foram desenvolvidas habilidades de consciência
    plena e efetividade interpessoal. Foi observado que a utilização de estratégias lúdicas e criativas
    foram essenciais para aproximação entre as profissionais e os jovens, facilitando o engajamento
    dos mesmos nas atividades. Sendo as Terapias Contextuais abordagens experienciais, e o
    treinamento ter objetivo de aprendizado por meio da prática, o uso de jogos, músicas, entre outros
    recursos proporcionam a vivência e interação natural entre os participantes.
    Palavra-chave: treinamento de habilidades; terapia dialética comportamental; adolescência.
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    MATERNIDADE E REDE DE APOIO: POTENCIALIDADE DA FAMÍLIA EM CONTEXTOS DE
    VULNERABILIDADE SOCIAL
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    Autores: Dalila Carolina Moreira dos Santos, Caroline Rubin Rossato Pereira, Ana Paula Benatti,
    Mônica Sperb Machado, Mirela Heinen Rediss
    Instituição: Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
    E-mail para contato: dalilacarolinna@hotmail.com
    Resumo
    Famílias em situação de vulnerabilidade social vivenciam peculiaridades contextuais que afetam
    diretamente sua qualidade de vida e bem-estar, e impactam na experiência da parentalidade. A
    rede social significativa inclui todas as relações que um indivíduo percebe como importantes, tais
    como: família, amigos, vizinhança. Esses intercâmbios interpessoais favorecem o desenvolvimento
    pessoal, familiar e comunitário, constituindo-se como fator de potencialidade ao exercício dos
    papéis parentais, de modo especial no contexto de vulnerabilidade social. Identificar essa rede e
    fortalecê-la é uma estratégia que visa a promoção de saúde e o bem-estar dessas famílias. O
    presente estudo, de caráter exploratório e abordagem qualitativa, possui como pressuposto
    epistemológico o Pensamento Sistêmico, objetivou investigar as redes de apoio significativas ao
    desempenho da maternidade em famílias em situação de vulnerabilidade social. Para isto,
    participaram seis mães, com filhos até doze anos incompletos, cujas famílias se encontravam em
    situação de vulnerabilidade social e que estavam referenciadas a algum Centro de Referência de
    Assistência Social (CRAS) de um município do interior do Rio Grande do Sul. Para a coleta de
    dados realizou-se a aplicação de um Questionário Sociodemográfico e de uma Entrevista
    Semiestruturada, em um encontro individual, ocorrido no CRAS ou na residência das participantes.
    As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra para, então, serem submetidas à Análise de
    Conteúdo temática (BARDIN, 2006). Todos os preceitos éticos foram considerados. A partir da
    análise emergiram as seguintes categorias relacionadas às redes de apoio das mães: “Relações
    familiares”, “Apoio institucional” e “Vínculos de solidariedade”. Os resultados apontaram para uma
    gama de relações interpessoais, tais como: avós, "patroas", professoras etc., consideradas
    significativas pelas mães no exercício da maternidade. A rede de apoio mostrou-se importante para
    a organização e até mesmo para a manutenção das famílias ao vivenciarem dificuldades vitais ou
    estressores imprevistos em seu desenvolvimento.
    Palavra-chave: rede de apoio; maternidade; vulnerabilidade social.
    ______________________________________________________________________________
    CASAMENTO: UM COMPROMISSO COM A TRADIÇÃO MUITO ALÉM DO ALTAR.
    RELAÇÕES ENTRE ESTADO CIVIL E AUTORITARISMO
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    Autores: Felipe Vilanova, Alice Zanrosso Baptista, Ângelo Brandelli Costa, Silvia Helena Koller
    Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Pontifícia Universidade
    Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS
    E-mail para contato: felipeandrade1@gmail.com
    Resumo
    Introdução: A Escala de Autoritarismo de Direita (EAD) é um dos instrumentos mais utilizado para
    avaliar autoritarismo. É composto pelos subfatores submissão à autoridade (SA), contestação à
    autoridade (CA), autoritarismo (AT;) e tradicionalismo (TR). O autoritarismo influencia a forma como
    os contatos interpessoais ocorrem, entretanto, a interface entre autoritarismo e relações conjugais
    ainda não foi investigada nacionalmente. Portanto, o objetivo deste estudo foi investigar a relação
    entre estado civil e os escores nos subfatores da EAD. A coleta de dados foi realizada por meio de
    formulário online entre outubro e novembro de 2016. Participaram do estudo 518 indivíduos com
    idades entre 18 e 79 anos (M = 39,31; DP = 17,93), 59,8% do gênero masculino. 50,2% dos
    participantes reportaram ser solteiros, 29,7% casados, 9,1% divorciados, 7,7% morar com o cônjuge
    e 3,3% viúvos. Foram realizadas Análises de Variância (ANOVA’s) entre os diferentes grupos de
    estado civil e os escores nos subfatores da EAD. Testes post-hoc Bonferroni demonstraram que
    casados tendem a ser mais autoritários do que solteiros (p < 0,05) e do que quem mora com o
    cônjuge (p < 0,05); divorciados tendem a ser mais autoritários do que solteiros (p < 0,05) e quem
    mora com cônjuge (p < 0,05); casados tendem a ser mais tradicionalistas do que solteiros (p <
    0,001) e quem mora com cônjuge (p < 0,001); casados tendem a ser mais submissos do que
    solteiros (p < 0,001) e quem mora com cônjuge (p < 0,05). Hipotetiza-se que por meio da teoria da
    transmissão multigeracional de padrões familiares que indivíduos que tenham famílias mais
    tradicionais e autoritárias, em conjunção com uma maior propensão a se submeter às autoridades
    familiares, tendam a ter uma menor chance de se diferenciar dos padrões da família originária e
    consequentemente uma maior chance de reproduzir a tradição do casamento.
    Palavra-chave: autoritarismo; relacionamento conjugal; transmissão geracional.
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    COLCHA DE RETALHOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA COM IDOSOS DO CRAS
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    Autores: Fernanda Cunha Mendes, Susana König Luz
    Instituição: Faculdade Meridional - IMED
    E-mail para contato: fernanda.cunhamendes@gmail.com
    Resumo
    A prática da arte terapia colabora para que os indivíduos entrem em contato com o seu próprio
    universo simbólico e imaginário, possibilitando que os mesmos consigam refletir e fazer novas
    descobertas sobre si mesmos. A técnica facilita o contato com conteúdos inconscientes
    possibilitando que o participante consiga elaborar esses conteúdos internos, mesmo que o acesso
    a eles não se dê pela palavra, mas por outras formas de expressão. Com esta técnica pode-se
    pensar em novas práticas e experiências pessoas, que torna os participantes conscientes de suas
    capacidades e valores, mostrando a eles a oportunidade de se reconhecerem como pessoas
    saudáveis e felizes. A realização deste trabalho com grupos da terceira idade, teve como objetivo
    estimular a autoestima, exercitar a criatividade e resgatar a memória. Participaram da atividade
    aproximadamente 30 idosos com idade entre 66 anos, ambos os sexos, sendo 24 mulheres e 6
    homens. Na ocasião foi entregue a cada idoso um pedaço de pano em branco e materiais diversos,
    como caneta para tecido, tinta para tecido, pinceis, cola colorida. Logo em seguida, foram
    convidados a refletir sobre o que era ser idoso, quais os sentimentos que eles tinham referentes a
    terceira idade. Ainda foram convidados a desenhar ou escrever no pedaço de tecido o significado
    de ser idoso para cada um. Os tecidos foram costurados formando uma grande colcha de retalhos.
    Os idosos elegeram a colcha como símbolo do grupo, levando-a para representá-los em eventos
    que eles participassem. O resultado do trabalho faz pensar nas vivências de cada um deles e na
    prática aplicada onde foi possível experiência uma oportunidade enriquecedora destacando-se os
    sentimentos dos idosos e o quanto é válida a pratica da arte terapia com a terceira idade.
    Palavra-chave: arte terapia; idosos; sentimento.
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    TRABALHANDO A PARENTALIDADE: O OLHAR DA PSICOLOGIA EM UM PROGRAMA DE
    EXTENSÃO REALIZADO JUNTO A UM NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA
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    Autores: Gabriela Clerici Christofari, Dorian Mônica Arpini, Camila Almeida Kostulski, Patrícia
    Paraboni
    Instituição: Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
    E-mail para contato: gabizinha_christofari@hotmail.com
    Resumo
    Entende-se que as famílias são os locais fundamentais para o desenvolvimento dos indivíduos.
    Percebem-se, nesse ínterim, mudanças, principalmente em relação às configurações familiares, em
    que passam a coexistir diferentes modelos de famílias. As famílias que vivenciam um processo de
    separação conjugal, por exemplo, precisam adaptar-se às novas situações e reorganizar as
    relações de parentalidade após o divórcio. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é relatar
    algumas experiências de um programa de extensão, realizado em parceria entre o Departamento
    de Psicologia e o Núcleo de Assistência Judiciária de uma Universidade Pública de Ensino Superior.
    O programa de extensão propõe-se, entre outras atividades, a oferecer um acompanhamento aos
    pais que realizam acordo de guarda de filhos no Núcleo de Assistência Judiciária, em relação ao
    exercício de sua parentalidade. Considera-se, no processo de trabalho, fundamental a diferenciação
    a ser realizada pelos pais entre conjugalidade e parentalidade, bem como a responsabilização
    conjunta pelos cuidados com os filhos. Por esse motivo, percebe-se que através das atividades do
    programa tem sido oportunizado apoio às famílias e a possibilidade de compartilhar angústias,
    evitando afastamentos ou rupturas familiares, decorrentes de conflitos conjugais que, muitas vezes,
    perpassam de forma decisiva a experiência parental. Por fim, considera-se relevante destacar a
    importância do trabalho do programa de extensão com a guarda compartilhada, de modo a implicar
    ambos os pais no cuidado com seus filhos e minimizar o afastamento parental. Ainda, salienta-se a
    relevância de ações interdisciplinares como esta, com vistas a auxiliar as famílias em situação de
    conflito, bem como o valor de ampliar tais atividades.
    Palavra-chave: divórcio; parentalidade; relações familiares.
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    RACISMO NA ESCOLA E EDUCAÇÃO SÓCIO-EMOCIONAL:
    RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM CASO CLÍNICO
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    Autores: Gieri Toledo Alves
    Instituição: Clínica CLIPE
    E-mail para contato: psicogierialves@gmail.com
    Resumo
    O racismo está presente em todos os contextos sociais e segundo o Conselho Federal de
    Psicologia, é dever do psicólogo não se omitir mas atuar no enfrentamento desta realidade. Este é
    um relato de um processo de psicoterapia familiar sistêmica. Construir uma identidade racial
    positiva; promover as habilidades sociais, como resolução de problemas e comunicação. Estimular
    a autoestima, identificação e manejo de emoções. Pedro, 8 anos, foi alvo de racismo na escola.
    Seus colegas depreciaram as características físicas da raça negra e ofenderam Pedro e sua mãe,
    Fernanda. O menino estava sempre sozinho, não conseguia se comunicar e verbalizava que queria
    ser branco, portanto trabalhou-se a educação sócio-emocional de forma integrada com a questão
    racial. Inicialmente, dialogou-se sobre a multiplicidade da cultura africana antes da colonização. Em
    seguida, o processo sócio-histórico da escravização de pessoas negras foi abordado como fato
    doloroso contra o qual negros lutaram e resistiram, desenvolvendo resiliência, força e coragem.
    Explorou-se a cultura afro-brasileira, por exemplo a capoeira, gastronomia, vocabulário, música e
    dança. Apresentou-se referências positivas nacionais, como Lima Barreto e Zumbi dos Palmares e
    também figuras internacionais como Mandela e Luther King. Pedro verbalizava gostar da sua cor e
    do seu fenótipo, mostrando-se mais confiante e alegre. Tanto Pedro quanto Fernando, conseguiam
    se comunicar e resolver problemas cotidianos com autonomia, expressando emoções e
    pensamentos. A Psicoterapia totalizou 14 sessões obtendo-se resultados positivos pois foram
    alcançados os objetivos. A escola não possibilitou nenhum momento de diálogo ou trabalho
    conjunto sobre a questão racial. O racismo afeta negativamente a saúde mental e integral de
    adultos, crianças e adolescentes negros e pode ter diversas consequências negativas. Contudo,
    percebe-se a falta de um debate real sobre a questão do racismo na sociedade, Psicologia e Escola,
    resultando em estratégias escassas e ineficazes, de enfrentamento e combate.
    Palavra-chave: psicoterapia sistêmica; racismo; escola; família.
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    ARTETERAPIA ELUCIDANDO POTENCIAIS E FACILITANDO DESENVOLVIMENTO
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    Autores: Jane de Oliveira Pinto Caldas, Renata de Oliveira Pinto Caldas, Alex Viana Cardoso
    Instituição: Centro Universitário Augusto Motta, Tribunal de Justiça/RJ, ONG Pro-Brasil RJ
    E-mail para contato: jane.p@uol.com.br
    Resumo
    Nas comunidades empobrecidas do Brasil encontramos famílias em meio à violência, apresentando
    carências, que reproduzem tais lacunas às suas proles. Serão expostos resultados do trabalho
    desenvolvido através da Arteterapia Junguiana, realizado na comunidade Pedro Américo, com
    crianças e jovens, de 4 a 14 anos, e seus cuidadores. A realidade em que vivem predomina a
    violência, o desafeto e a negligência que são geradores de estresse, tensão e bloqueio dos
    potenciais cognitivos. Nosso objetivo é ressignificar traumas, facilitando o desbloqueio desses
    potenciais, o curso do pleno desenvolvimento e a elevação de suas autoestimas. Promovemos
    suporte para a superação de consequências negativas causadas pelo desrespeito à infância e à
    adolescência. Segundo Winnicot (2002) esse contexto compromete os aspectos psicossociais,
    comportamentais e neurobiológicos, causando impactos no desenvolvimento global dos envolvidos.
    Partindo-se da hipótese de que, cedo ou tarde, esses efeitos negativos podem se manifestar, é
    fundamental um trabalho de intervenção precoce, que permita prevenir marcas irreversíveis tanto
    na estrutura como na função cerebral dos jovens (Teicher, 2002). O trabalho desenvolve-se através
    da Arte terapia baseada em Jung, aos sábados pela manhã, com o grupo de crianças, jovens e
    seus cuidadores, através da dinâmica da arte e do brincar. Aos cuidadores, promove-se a
    sensibilização à autorreflexão sobre causas e consequências da má relação familiar. Observamos
    que 72% de 17 famílias se tornaram mais tolerantes no processo relacional do dia-a-dia, optando
    por maior qualidade no relacionamento, tornando mais prazerosa a convivência e transparecendo
    nas crianças e jovens esses resultados. Serão expostas produções/pinturas que foram realizadas
    concomitantemente às vivências de abusos e após o acompanhamento, nos permitindo analisar de
    forma comparativa e observar a relevância do impacto positivo gerado pelo trabalho desenvolvido.
    A autonomia e desenvolvimento das crianças e jovens foram ampliados e percebidos junto à família,
    à escola e ao meio social.
    Palavra-chave: violência; crianças e jovens; famílias; arte terapia; ressignificação.
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    DIFERENÇAS DE TRAUMA PRECOCE ENTRE PACIENTES COM TRANSTORNO BIPOLAR E
    TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR
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    Autores: Jennifer Mendes Soares, Rosiene da Silva Machado, Mariane Lopez Molina, Karen
    Jansen, Ricardo Azevedo da Silva, Luciano Dias de Mattos Souza
    Instituição: Universidade Católica de Pelotas - UCPEL
    E-mail para contato: jenny_soares@hotmail.com
    Resumo
    O trauma precoce é considerado um componente altamente prejudicial para o desenvolvimento
    normal de crianças. De forma universal, cinco classes de trauma precoce foram distinguidas: O
    abuso físico, o abuso sexual, o abuso emocional, a negligência física e a negligencia emocional.
    Estas experiências estão associadas a maiores taxas de morbidade, suicídio e incapacidade
    funcional, acarretando mais consequências negativas quando comparados com pacientes sem
    história de trauma. Contudo, o tipo de trauma vivenciado pode ser uma forte característica para
    diagnostico diferencial nos transtornos de humor. Objetivo: Comparar as médias de escores de
    trauma precoce entre pacientes diagnosticados com Transtorno Bipolar (TB) e Transtorno
    Depressivo Maior (TDM) na cidade de Pelotas/RS, no período de julho de 2012 a junho 2015.
    Método: Estudo transversal, aninhado em ensaios clínicos com indivíduos de 18 a 29 anos no
    serviço de psicologia da Universidade Católica de Pelotas, com amostra de conveniência. Os
    Transtornos psiquiátricos do Eixo I foram verificados através da entrevista clínica estruturada para
    o DSM-IV - Mini International Neuropsychiatric Interview versão Plus (MINI Plus) e trauma precoce
    pelo instrumento de auto relato Childhood Trauma Questionnaire (CTQ). Resultados: A média de
    Abuso Emocional (AE) dos pacientes com TB foi de 12,2 (±5,2), significativamente superior à média
    dos pacientes com TDM (10,5; ±5,0). Mesmo após a análise ajustada para a comorbidade com
    algum transtorno de ansiedade, os escores de AE dos pacientes do grupo TB foram
    significativamente maiores do que o grupo TMD (β 1,54 IC95% 0,10 a 2,99). Conclusão: Este estudo
    revelou que trauma na infância pode ser o diferencial no diagnóstico de TB em comparação a TDM,
    especialmente os escores AE.
    Palavra-chave: trauma precoce; transtorno bipolar; depressão maior.
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    FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO NO ATENDIMENTO FAMILIAR NA PERCEPÇÃO DO
    TERAPEUTA
    ______________________________________________________________________________
    Autores: Jessamine Souza de Melo, Ricardo Cunha
    Instituição: Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul - FADERGS, Hospital Santa
    Casa
    E-mail para contato: jessamine.souza@gmail.com
    Resumo
    O presente estudo buscou compreender como o contexto familiar pode servir como fator de risco e
    de proteção no processo terapêutico. A compreensão dos mecanismos deste conceito desenvolvese
    através da observação da interação entre as características individuais e ambientais,
    possibilitando a identificação da vulnerabilidade, fatores de risco e de proteção (YUNES E
    SZYMANSKY, 2001). Os fatores de risco estão relacionados com a vulnerabilidade, quando
    presentes, aumentam a probabilidade de o indivíduo apresentar problemas. Trata-se de uma
    pesquisa qualitativa de cunho exploratório (RUTTER, 1999 E CECCONELLO, 2003). A seleção das
    terapeutas foi por conveniência. Foi realizada uma entrevista semiestruturada com cada terapeuta.
    Os resultados foram divididos em categorias que visam delinear especificidades de cada uma
    dessas dimensões. Os resultados sugerem que, dentre os fatores de risco estão relacionados a
    dificuldades no relacionamento familiar, repetição da história familiar, quantidade de apoio familiar
    recebido, situações de violência, crenças e valores sobre parentalidade, negligencia, abuso de
    drogas. Já entre os fatores de proteção encontra-se: relacionamento familiar satisfatório, referência
    social positiva, rede de apoio de pessoas extrafamiliar de qualidade, apoio recebido da família,
    impacto positivo, reformulação de crenças, reorganização dos papeis desempenhados,
    empoderamento individual e familiar, comunicação assertiva, afetividade e empatia. Nas crises e
    situações novas há uma tentativa de voltar ao equilíbrio anterior, mas tendo flexibilidade, os
    integrantes são capazes de modificar a si mesmos para atender as demandas exigidas (OSORIO,
    2009). Através dos fatores de risco e proteção compreende-se o modo como o indivíduo percebe e
    encara as crises, tendo como grande influência sua história e rotinas, bem como o contexto de modo
    geral e o momento que se encontra no ciclo de vida. O desafio deixará de ser a resolução de
    conflitos e se estenderá para mais além: minimizar as vulnerabilidades e investir em elementos
    protetores, singularmente (WALSH, 2005).
    Palavra-chave: atendimento familiar; terapeuta; terapia familiar.
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    AVALIAÇÃO DAS HABILIDADES SOCIAIS DE MULHERES USUÁRIAS DE CRACK: UM
    ESTUDO MISTO
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    Autores: Jéssica Limberger, Emanueli Beneton, Rafaela Fava de Quevedo, Gabriela Lenhardt,
    Ilana Andretta
    Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS
    E-mail para contato: jessica.limberger.psi@gmail.com
    Resumo
    Baixas habilidades sociais são apontadas como fatores de risco ao uso de drogas. Em mulheres
    usuárias de crack, carecem estudos que avaliem e compreendam as suas interações sociais. Desta
    forma, objetivou-se avaliar as habilidades sociais de mulheres usuárias de crack, compreendendo
    a sua trajetória de vida. Trata-se de um estudo de métodos mistos, de sequência quantitativa –
    qualitativa, aprovado pelo Comitê de Ética. Foram utilizados os seguintes instrumentos: questionário
    de dados sociodemográficos, Mini International Neuropsychiatric Interview (MINI), Screening
    Cognitivo do WAIS-III, Inventário de Habilidades Sociais e Entrevista Clínica sobre Trajetória de
    Vida e Habilidades Sociais. Os dados foram analisados por estatísticas descritivas e inferenciais a
    partir do SPSS, bem como análise qualitativa das entrevistas. Participaram da etapa quantitativa 62
    mulheres, com média de idade de 33,45 anos (DP=8,14), e na etapa qualitativa três mulheres com
    déficit em pelo menos duas habilidades sociais, em internação hospitalar pelo uso do crack. Foram
    excluídas mulheres com síndrome psicótica e com prejuízo cognitivo. Os resultados da etapa
    quantitativa apontaram que a maioria das mulheres apresentou déficits nas habilidades sociais de
    conversação e desenvoltura social, auto exposição a desconhecidos e situações novas e
    autocontrole da agressividade. Tais déficits também foram identificados na etapa qualitativa,
    compreendendo que as participantes compartilharam de dificuldades na utilização das habilidades
    sociais desde a infância, bem como no momento da internação hospitalar. A entrevista clínica
    complementou os dados obtidos no inventário, que não foi sensível ao tipo de resposta emitido
    (agressivo, assertivo e passivo). Conclui-se que as habilidades sociais podem ser desenvolvidas no
    decorrer do ciclo vital, inclusive durante o tratamento, com intervenções como o Treinamento em
    Habilidades Sociais. Sugere-se que futuros estudos avaliem as habilidades sociais com
    instrumentos de autorrelato e protocolos observacionais, a fim de garantir maior confiabilidade dos
    dados e embasar o Treinamento em Habilidades Sociais.
    Palavra-chave: habilidades sociais; mulheres; transtorno por uso de crack; métodos mistos.
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    INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E SUAS SINGULARIDADES
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    Autores: Fonseca, R.; Seidi, H.; Ferazza, J. M.; Henrique, A.M., Ota, C. C. C
    Instituição: Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional; Centro Universitário do Brasil –
    UniBrasil, Universidade Federal do Paraná, Faculdades Paranaense- FAPAR
    E-mail para contato: jessicamagary@hotmail.com
    Resumo
    A tempos o cérebro é objeto de estudo mais complexo e fascinante, em que os estudiosos se
    dedicam a decifrar. Estudos nos mostram, que o ser humano possui mais de 40 tipos de memórias,
    e estão concluindo que possam existir mais. A inteligência é a resposta cerebral a estas memorias,
    e nos faz conhecer, entender e manifestar em forma de pensamento ou comportamento. Com os
    avanços da tecnologia, é possível medir o Quociente de Inteligência (QI) de cada indivíduo, através
    dos testes neuropsicológicos, a estimativa atual da média de QI do ser humano, é entre 85 a 99
    pontos, sendo abaixo, portador de desvios intelectual e acima considerado superdotado. A
    inteligência emocional é um constructo psicológico e está entre as 7 inteligências existentes, e ela
    se divide em cinco categorias sendo, autoconhecimento, controle emocional, automotivação,
    relacionamento interpessoal e a facilidade em reconhecer emoções de outras pessoas. O indivíduo
    que possui esta vantagem intelectual, é aquele que consegue se auto motivar, e não se permite
    abalar pelas ocorrências negativas do seu dia a dia, percebemos essa similaridade em pessoas que
    possuem um perfil de liderança, pois além de possuir sua psique motivada, conseguem despertar
    o melhor de cada pessoa que se relaciona, simplesmente devido ao seu poder de persuasão. O
    objetivo desde trabalho, é avaliar se é possível elevar os padrões intelectuais, em indivíduos, que
    não possuem uma inteligência emocional acima da média, simplesmente, pela prática de técnicas
    aplicadas por estudiosos deste tema. Esta pesquisa foi realizada com relatos de experiências. A
    avaliação do padrão de inteligência emocional foi através da anamnese, sendo pela fala do
    indivíduo, respondendo um questionário com perguntas, onde o avaliado relatou as habilidades
    coincidentes as do questionário, juntamente com uma avaliação de desempenho, que permitiu
    medir a performance na aplicação de tarefas especificas. A inteligência emocional, como as demais
    habilidades, é muito importante para uma vida recompensadora e satisfatória, suas funções
    especificas, principalmente ligada a automotivação, é uma aliada importantíssima contra o estado
    depressivo e que possui uma função essencial para uma mente em movimento fazendo com que o
    indivíduo busque sua satisfação pessoal.
    Palavra-chave: inteligência emocional, cérebro, memória.
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    DESEMPENHO DO CORTISOL NA DECORRÊNCIA DO ESTRESSE E AS ALTERAÇÕES
    COMPORTAMENTAIS
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    Autores: Lemos, L. M., Ferazza, J. M., Henrique, A.M., Ota, C. C. C
    Instituição: Lemos Laboratórios de Análises Clínicas, Centro Universitário do Brasil - UniBrasil,
    Universidade Federal do Paraná, Faculdades Paranaense - FAPAR
    E-mail para contato: jessicamagary@hotmail.com
    Resumo
    A depressão é uma psicopatologia caracterizada por humor deprimido ou falta de motivação, perda
    de interesse, prazer, cansaço e fadiga. Além disso, podem ocorrer alteração no peso corporal,
    prejuízo no sono, baixa capacidade de concentração, sentimento de inutilidade ou culpa. O
    problema chave do diagnóstico é o fato de que os elaborados sistemas de classificação existentes,
    baseiam-se somente em descrições subjetivas dos sintomas. Sabe-se que, durante o estresse
    ocorrem respostas fisiológicas, incluindo a secreção de hormônios, principalmente o cortisol, sua
    liberação está ligada a manutenção do organismo, como: regulação metabólica, resposta ao
    estresse, regulação do sistema nervoso central e respostas imunológicas. É o precursor do
    mecanismo de luta e fuga, onde sua secreção, é decorrente do estado de alerta do indivíduo,
    gerando alteração cognitiva e fisiológica, possibilitando a melhor resposta comportamental. Teorias
    mais recentes ligam a depressão a alterações fisiológicas no funcionamento do eixo HHA
    (hipotálamo, hipófise, adrenal) e na neurotransmissão. O estresse é desencadeador de depressão
    e sua ação não está localizada em uma área especifica neural, mas sim, ocorre uma ativação dos
    circuitos neurais pelas respostas neuroendócrinas. Assim sendo, a análise do cortisol é relevante
    no quadro depressivo e estressor. O objetivo deste trabalho é discutir as alterações fisiológicas e
    comportamentais, caso haja uma produção de cortisol fora dos padrões de referência. O trabalho
    se realiza de forma empírica buscando correlacionar os níveis de cortisol e alterações
    comportamentais, pois com o mal funcionamento das vias metabólicas e glândulas adrenais, o
    indivíduo entra em um estado de hipercortisolismo, onde estará na maior parte do tempo em alerta,
    mesmo que não esteja frente a um estimulo estressor. O A produção excessiva de cortisol aumenta
    a intensidade dos sintomas afetivos com intensidade ainda maior e os psicológicos. Sendo assim
    os indivíduos com alterações nos níveis de cortisol não se encontram em estado de naturalidade
    emocional e psicológica.
    Palavra-chave: cortisol, comportamento, depressão, estresse.
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    A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO EFETIVA DA FAMÍLIA NO AMBIENTE HOSPITALAR:
    RELATO DE EXPERIÊNCIA
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    Autores: Jéssica Sartori Ribeiro, Ana Caroline Roehrs Santana, Graziele Testa Dulius, Priscila
    Schonarth, Sônia Mara Arena
    Instituição: Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre
    E-mail para contato: jessica.limberger.psi@gmaill.com
    Resumo
    Diante de uma situação de internação hospitalar diversas são as dificuldades que um sujeito pode
    passar, sejam referentes às sequelas da doença/trauma ou de adaptação à rotina. Sendo assim, a
    importância dos laços afetivos torna-se ainda mais evidente, já que questões emocionais podem
    surgir e a família é quem tem maior possibilidade de oferecer suporte e apoio ao paciente. Quando
    se fala em família, nos referimentos a todos os membros do núcleo que dele participam, o que, na
    maioria, englobam crianças e adolescentes. Apesar da restrição por parte das instituições
    hospitalares, bem como também ocorre no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, quanto a
    entrada de menores de idade, a presença deles acaba sendo de fundamental importância para a
    situação como um todo, beneficiando paciente, família e equipe. Este estudo tem por objetivo relatar
    a experiência de trabalho da psicologia em avaliar e acompanhar a criança ou o adolescente durante
    o período de visita de familiar em ambiente hospitalar. Os resultados evidenciaram os benefícios
    tanto para o paciente internado, que pode estar mais próximo de seu ente, geralmente filho(a),
    diminuindo o sofrimento provocado pelo afastamento de seu núcleo familiar, contribuindo também
    para o alivio da ansiedade; quanto para o menor de idade, que pode saber a real condição de seu
    familiar, facilitando o entendimento das mudanças na rotina da família e auxiliando no
    enfrentamento da situação. Desta forma, este trabalho mostra a importância de se ter familiares
    próximos ao paciente, contribuindo, assim, para o tratamento e processo de hospitalização do
    mesmo, tornando o ambiente hospitalar mais afetivo e humanizado. Além disso, contribui para
    valorização do trabalho do psicólogo no sentido de demonstrar a relevância do manejo técnico
    adequado que favorece a participação efetiva da família no cuidado com o paciente.
    Palavra-chave: psicologia hospitalar; hospital; equipe de saúde; família.
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    PROGRAMA DEFESA À VIDA:
    POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO NO CONTEXTO ESCOLAR
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    Autores: Karen Cristina Rech Braun, Raquel Furtado Conte
    Instituição: Universidade de Caxias do Sul - UCS
    E-mail para contato: karenrech@gmail.com
    Resumo
    O presente trabalho apresenta um relato de experiência do Programa Defesa à Vida (PDV) inserido
    no ambiente escolar. O PDV é um projeto de abordagem essencialmente preventiva, tendo como
    objetivo o bem-estar subjetivo e a consolidação de fatores protetivos, promovendo a resiliência. O
    presente relato ilustra o trabalho realizado em uma escola de ensino fundamental em uma cidade
    do interior do Rio Grande do Sul. As visitas foram realizadas com frequência semanal ao longo de
    oito meses. Durante esse período, foram utilizadas diversas intervenções e a escolha das temáticas
    trabalhadas foi elencada a partir das demandas que surgiram no local. As atividades foram
    desenvolvidas com base na Teoria Bioecológica do Desenvolvimento de Bronfenbrenner, que
    prioriza a pessoa, o contexto, o processo e o tempo. Considerando as vulnerabilidades da
    população, a promoção da resiliência foi o objetivo principal. Por meio da modalidade grupal, foram
    trabalhados alguns conceitos como direitos da criança, bullying, sexualidade e habilidades sociais.
    Os grupos tiveram o objetivo de promover a saúde mental e a prevenção da violência, fortalecer os
    fatores protetivos bem como desenvolver habilidades para melhor lidar com os fatores de risco e
    demais contingências dos indivíduos no microssistema escolar. Além disso, foram realizadas
    orientações e aconselhamentos individuais com alunos e pais. O trabalho conjunto com professores
    auxiliou nas demandas diárias da escola, além de ser um espaço de escuta às dificuldades
    enfrentadas pela Diretoria no manejo de relações conflituosas com pais. O processo foi avaliado
    como positivo tanto pelos alunos como pela equipe diretiva e docente. Os resultados demonstram
    a relevância de ações preventivas nas escolas e a necessidade de desenvolver mais intervenções
    que promovam o desenvolvimento dos indivíduos em seus diferentes contextos.
    Palavras-chave: psicologia escolar, intervenção psicossocial, prevenção, resiliência.
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    A VIDA EM CENA
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    Autores: Lucas André Borges Hlavac, Laura Hofstater Pilati, Vanessa Ruffatto Gregoviski
    Instituição: Centro de Estudos da Família e do Indivíduo - CEFI, Sigmund Freud Associação
    Psicanalítica, Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS
    E-mail para contato: hlavaclucas@hotmail.com
    Resumo
    A adolescência é uma fase do ciclo vital repleta de mudanças, no próprio corpo ou nas relações
    familiares e sociais. Entre os conflitos dessa etapa, pode-se citar a transgressão, marcando a
    experimentação dos limites esperada no processo de individuação. Porém, quando atinge a
    sociedade passa a ser considerado ato infracional, passível de medidas socioeducativas. Jovens
    que chegam nesse extremo em sua maioria vêm de um contexto em que a violência já fazia parte
    de seu cotidiano, deixando marcas no indivíduo. Esses fatores nos deixam clara a necessidade
    imediata de buscar intervenções sociais que tentem ampliar as possibilidades para esses
    adolescentes já marginalizados. Nesse sentido, o projeto A vida em Cena objetiva ampliar as
    percepções de jovens que estão cumprindo medida socioeducativa com privação de liberdade em
    um CASE na capital do estado do Rio Grande do Sul. O projeto é uma ação voluntária que usa o
    cinema como dispositivo terapêutico na prevenção e promoção de saúde, propondo a discussão do
    ato infracional e da violência que permeia o dia-a-dia desses sujeitos. A oficina foi estruturada para
    acontecer de forma semanal ao longo de três meses, no formato de grupo composto por em torno
    de dez adolescentes. A ideia é fomentar a discussão de forma lúdica, facilitando a reflexão e
    apontamentos, trazendo o protagonismo desses jovens para que possam ter autonomia para fazer
    suas próprias escolhas, já que muitas vezes nenhum outro caminho além do crime lhes foi
    apresentado. Este é um projeto em andamento, não tendo concluída ainda a sua coleta de dados e
    impossibilitando uma conclusão, mas é necessário falarmos sobre formas como esta que procurem
    problematizar questões como a violência juvenil em uma tentativa de dialogar com os principais
    atores desse quadro: os próprios adolescentes em conflito com a lei.
    Palavra-chave: Adolescentes em Conflito com a Lei; Cinema; Violência.
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    ADAPTAÇÃO SEMÂNTICA DA VERSÃO BRASILEIRA DA DBT –
    WAYS OF COPING CHECKLIST
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    Autores: Lucas André Schuster de Souza, Ana Carolina Maciel Cancian, Mariana Sanseverino
    Dillenburg, Margareth da Silva Oliveira
    Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS
    E-mail para contato: lucas.schuster@gmail.com
    Resumo
    A Terapia Comportamental Dialética (TCD) é uma abordagem psicoterapêutica para condições
    psicopatológicas nas quais há desregulação emocional. Os mecanismos de ação da TCD incluem
    o uso das habilidades de atenção plena, regulação emocional, manejo de estresse e efetividade
    interpessoal treinadas na fase inicial do tratamento. Não há ainda estudos sobre efetividade e
    mecanismos de ação da TCD na população brasileira. A disponibilização de instrumentos de
    avaliação dos componentes ativos dessa intervenção pode facilitar a realização de estudos que
    preencham essa lacuna. Assim, este trabalho, de delineamento instrumental, tem como objetivo
    adaptar a DBT Ways of Coping Checklist - DBT-WCCL - para o português brasileiro. A DBT-WCCL
    é composta por 59 itens que avaliam o uso de estratégias de enfrentamento em situações
    estressantes. Os itens são agrupados em três dimensões: habilidades da DBT, estratégias
    desadaptativas gerais e estratégias de culpabilização. O método consiste em 6 etapas de adaptação
    e testagem do instrumento: (1) Elaboração de três versões por tradutores independentes. (2)
    Síntese das traduções em uma versão preliminar, após avaliações de três juízes com conhecimento
    em avaliação psicológica. (3) Submissão da versão preliminar ao julgamento de cinco experts em
    TCD, verificando-se clareza e adequação dos itens e solicitando-se sugestões de aprimoramento
    quando necessário. (4) Reformulação dos itens com base nas sugestões dos experts. (5) Avaliação
    pela população alvo (participantes de treinamento de habilidades em TCD) e população geral
    quanto à compreensibilidade dos itens e pertinência às respectivas dimensões. (6) Reformulação
    dos itens com baixos escores em compreensibilidade ou pertinência, gerando uma versão final da
    escala. O estudo encontra-se na fase 4. Verificou-se a necessidade de reformulação e remoção de
    alguns itens considerados problemáticos pelos experts, especialmente quanto à pertinência teórica
    e adequação semântica e cultural. Fica evidente a complexidade do processo de adaptação,
    necessariamente ultrapassando a simples tradução literal de itens.
    Palavra-chave: avaliação psicológica; terapia comportamental dialética; coping.
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    A PSICOLOGIA SISTÊMICA NA UNIDADE DE CARDIOLOGIA INTENSIVA (UCI)
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    Autores: Luciane Beltrami
    Instituição: Psycoação - Clínica
    E-mail para contato: lucianebeltrami2@gmail.com
    Resumo
    A Unidade Cardiológica Intensiva é destinada ao tratamento de pacientes com cardiopatias, como
    edema agudo de pulmão, insuficiência cardíaca congestiva, bloqueios átrio-ventriculares, infarto
    agudo do miocárdio, crise hipertensiva, dentre outras, bem como procedimentos como cateterismo
    cardíaco, angioplastia, pós-operatório de cirurgia cardiovascular, assim, necessitando de
    assistência intensiva. Nesta unidade, por serem pacientes críticos, ficam em observação constante,
    monitorados pela equipe de profissionais especializados em cardiologia, sendo um local permeado
    de muitas dúvidas e incertezas, pois os pacientes e seus familiares estão enfrentando uma situação
    diferente para suas vidas, a qual não tem possibilidade de mudança a não ser enfrentar a cirurgia
    e suas consequências. Com isso, este relato de experiência visa mostrar o trabalho do psicólogo
    sistêmico com pacientes agendados para realizar a cirurgia cardíaca (ponte de safena), num
    hospital escola no interior do Rio Grande do Sul. Apesar dos avanços tecnológicos e científicos para
    reestabelecer a saúde das pessoas, uma cirurgia cardíaca envolve risco e gera muita ansiedade
    nos pacientes e seus familiares. Assim, o objetivo deste relato é mostrar o trabalho do psicólogo
    sistêmico, que com o uso de material criado por ele mesmo (uma boneca com tubo e drenos)
    demonstra, de uma maneira lúdica, a cirurgia cardíaca para o paciente e seus acompanhantes.
    Essa demonstração lúdica tem a finalidade de baixar o nível de ansiedade pré-cirúrgica e ter um
    pós-operatório mais tranquilo, tanto para o paciente operado como para a equipe da Unidade
    Cardiológica Intensiva. Na revisão de literatura buscou-se referências bibliográficas e artigos
    científicos a respeito do tema, priorizando o referencial sistêmico focando em questões relacionadas
    à importância do cuidado que vai além de tratar o físico. Como conclusão, verificou-se que a
    inserção e atuação do psicólogo na UCI resultou à busca de equilíbrio da tríade família-pacienteequipe.
    Palavra-chave: hospitalização; cirurgia cardíaca; família; psicologia sistêmica.

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    TERAPIA DE FAMÍLIA EM APOIO AO LUTO POR MORTE VIOLENTA
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    Autores: Luiza Doval de Souza Müller Pinto, Valentina Monteiro Maverino, Bianca Basttistello
    Brito,Francielli Galli
    Instituição: Centro Universitário Ritter dos Reis - UniRitter
    E-mail para contato: luizamullerp@gmail.com
    Resumo
    O presente trabalho aborda o impacto e tratamento em terapia a famílias enlutadas em decorrência
    de morte violenta. Esse tipo de morte é inesperada, súbita e causa grande impacto e choque em
    seus sobreviventes. Tal situação pode acarretar em diferentes possíveis consequências, tais como;
    estado de choque, de surpresa, perplexidade e intenso estresse dos enlutados (Currier, Niemayer,
    2006). Neste sentido, sabe-se que tais eventos traumáticos podem levar as famílias a vivenciarem
    de formas diferentes a elaboração do luto, que vão desde o luto esperado ao luto complicado, ou
    mesmo transtorno de estresse pós-traumático e suicídio (Worden, 2013). Utilizou-se como método
    o estudo de caso coletivo de duas famílias que buscaram atendimento em um serviço escola de
    psicologia de um Centro Universitário de Porto Alegre, após a perda de seus familiares em
    decorrência de morte por violência. Em ambos os casos há situação de homicídio dos pais frente a
    outros membros da família. As psicoterapias envolveram as viúvas e os filhos enlutados. Analisase
    o processo de luto de cada um dos casos, que, embora apresentassem demandas semelhantes
    de morte por violência, desencadearam impactos e formas de enfrentamento bastante diferentes.
    Além disso, relata-se os pontos principais de ambos os atendimentos envolveram, psicoeducação
    quanto ao luto, manejo com as crianças enlutadas, planejamento de rituais de despedida e
    reorganização das dinâmicas familiares. Visto que as mortes violentas têm sido cada vez mais
    frequentes na nossa sociedade, o presente trabalho visa contribuir para a reflexão sobre formas de
    intervir junto a famílias atingidas por estas situações.
    Palavra-chave: morte violenta; luto; terapia familiar.
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    EM BUSCA DO EQUILÍBRIO ALIMENTAR: ESTUDO DE CASO DE PROGRAMA
    MULTIDISCIPLINAR COM ENFOQUE NAS TERAPIAS CONTEXTUAIS E MINDFULNESS
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    Autores: Maria Eduarda Dreyer de Alencastro, Mariana Laitano Dias de Castro Heredia, Gabriela
    Damasceno Ferreira Campos, Letícia da Silva Christianetti
    Instituição: Centro de Estudos da Família e do Indivíduo – CEFI, Universidade Federal do Rio
    Grande do Sul – UFRGS
    E-mail para contato: mariaealencastro@gmail.com
    Resumo
    A Obesidade é um distúrbio complexo, de etiologia multifatorial e resultante de um desequilíbrio
    entre a ingestão de energia e seus gastos. Apesar das inúmeras tentativas de educação nutricional
    e incentivo à atividade física presentes para a população, o aumento de indivíduos obesos no
    mundo não para de crescer. Partindo dessa premissa, o programa Contexto Saúde, desenvolvido
    e aplicado na cidade de Porto Alegre desde 2016, tem como objetivo central a promoção de saúde
    por meio do equilíbrio alimentar e flexibilidade psicológica. Coordenado por nutricionistas e
    psicólogas, o protocolo de tratamento tem duração de doze semanas e em formato de grupo
    fechado. É estruturado nas terapias Comportamentais Contextuais e na Nutrição Comportamental,
    desenvolvendo habilidades de Mindfulness em todos os encontros programados. Para clarificar os
    processos desenvolvidos ao longo do programa, este trabalho tem objetivo de apresentar a
    evolução da paciente Violeta no programa Contexto Saúde (PCS), por meio de estudo de caso,
    correlacionando as mudanças alcançadas a cada encontro realizado. Um termo de consentimento
    informado foi passado à paciente previamente, autorizando que sua participação no programa fosse
    acompanhada de um estudo qualitativo. Dentre os resultados, destaca-se o aumento de flexibilidade
    psicológica, ancorada numa maior aceitação das experiências internas e consciência dos
    comportamentos alimentares, demonstrados no relato: “Hoje, quase 3 meses depois que os
    encontros terminaram eu já me reconheço diferente e melhor. Separo minhas refeições, mantenho
    exercícios quase que diários e aceito o meu cansaço ou minha falta de vontade quando não quero
    fazer nada. Assim como minha vontade e necessidade quando quero comer algo mais calórico.
    Hoje eu me sinto equilibrada em vários sentidos.” Por fim, o trabalho contextual com foco em
    mindfulness traz benefícios na medida em que amplia a tomada de perspectiva, cultiva a compaixão,
    incrementa a motivação baseada em valores e promove a ação comprometida.
    Palavra-chave: mindfulness; comportamento alimentar; obesidade; flexibilidade psicológica.
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    HABILIDADES SOCIAIS: REPERTÓRIO COMPORTAMENTAL IMPRESCINDÍVEL AO
    AMBIENTE ACADÊMICO
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    Autores: Mariana Debortoli Scheffer, Mariana Debortoli Scheffer, Elsa Zanette Tallamini, Marjana
    Gasparin, Roberta Bilibio Westphalen, Júlia Gonçalves Pereira, Simone Nenê Portela Dalbosco,
    Suzi Darli Zanchett Wahl, Marcia Fortes Wagner
    Instituição: Faculdade Meridional - IMED
    E-mail para contato: mariiischeffer@hotmail.com
    Resumo
    Habilidades Sociais podem ser caracterizadas como uma classe de respostas aprendidas e que
    constituem o repertório comportamental do indivíduo. No ambiente universitário, os
    comportamentos de falar em público e estabelecer relações interpessoais são elementos
    imprescindíveis ao desempenho acadêmico e social, sendo fator de proteção para prejuízos
    psicológicos. O presente trabalho objetiva avaliar o repertório de habilidades sociais em estudantes
    universitários. É um estudo quantitativo, observacional, com amostra de 62 estudantes de uma
    instituição de ensino superior do Rio Grande do Sul. O estudo foi autorizado pelo Comitê de Ética
    em Pesquisa da IMED. Os instrumentos utilizados foram: Ficha de dados sociodemográficos e
    Inventário de Habilidades Sociais (IHS-Del Prette), com 38 itens para aferir o repertório de
    habilidades sociais em situações cotidianas. Apresenta cinco fatores: Fator 1- enfrentamento e
    autoafirmação com risco; Fator 2- autoafirmação na expressão de sentimento positivo; Fator 3-
    conversação e desenvoltura social; Fator 4- auto exposição a desconhecidos e situações novas; e
    Fator 5- autocontrole da agressividade, possuindo consistência interna satisfatória (α=0,75). Da
    amostra, 74,2% (n=46) eram mulheres, enquanto 25,8% (n=16) homens, com média de idade de
    28,08 anos (DP=10,27). Quanto ao estado civil, 75,8% (n=47) eram solteiros; 14,5% (n=9) casados;
    4,8% (n=3) divorciados; e 4,8% (n=3) com união estável. No IHS-Del Prette, 54,8% (n= 34) sujeitos
    apresentaram indicação para treinamento de habilidades sociais no escore total. Nos escores
    fatoriais, o F2 evidenciou maior índice de repertório deficitário de habilidades sociais com 66,1%
    (n=41) dos sujeitos, seguido de F3 com 48,4% (n=30), F1 com 32,3% (n=20), enquanto F5 obteve
    30,6% (n=19). O fator que se apresentou mais preservado, com um menor índice de repertório
    deficitário foi F4, com 11,3% (n=7). Conclui-se que existe um repertório comportamental deficitário
    nas habilidades sociais na amostra de acadêmicos investigada, evidenciando indicação para
    treinamento de habilidades sociais.
    Palavra-chave: habilidades sociais; relações interpessoais; ensino superior.
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    TREINAMENTO EM HABILIDADES SOCIAIS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA
    INTERVENÇÃO EM GRUPO
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    Autores: Marina Pante, Patrícia Pasquali Godoy, Mariana Gomes Ferreira Petersen
    Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
    E-mail para contato: marina.pante@gmail.com
    Resumo
    O treinamento em habilidades sociais é uma intervenção baseada na abordagem cognitivo
    comportamental e no protocolo de Vicente Caballo (2003) que objetiva ensinar estratégias e
    habilidades interpessoais, com a intenção de melhorar a competência interpessoal e individual (Del
    Prette & Del Prette, 2003). O objetivo do presente trabalho é relatar a experiência de uma
    intervenção em grupo para o aprendizado e desenvolvimento de habilidades sociais. A intervenção
    buscou desenvolver nos participantes um repertório de competências sociais, melhorando suas
    interações e experiências interpessoais. Participaram do grupo vinte e cinco pessoas: treze
    mulheres e doze homens entre 14 e 69 anos. O treinamento foi realizado em quatro encontros de
    duas horas de duração, com a seguinte estrutura: (1) psicoeducação, (2) troca de experiências
    pessoais, (3) treino de estratégias para manejo de sintomas de ansiedade e de situações sociais,
    (4) resumo do encontro, (5) incentivo a realização de tarefa de casa e (6) feedback. A intervenção
    foi avaliada qualitativamente por meio de verbalizações dos participantes: "estou procurando ser
    mais afetiva, demonstrando mais os meus sentimentos e me colocando no lugar do outro" -
    participante leva flores para as coordenadoras e para as colegas no último dia do grupo, exercitando
    a demonstração de afeto e agrado. Observaram-se resultados terapêuticos positivos através da
    interação entre os participantes, já que o próprio treinamento possibilitou espaço de troca e incentivo
    entre eles: "foi muito bom participar do grupo e ver que não sou só eu que tenho essas dificuldades!".
    A avaliação da intervenção apresentou evidências da efetividade do treinamento em habilidades
    sociais, anteriormente identificadas na literatura como fatores de proteção no curso do
    desenvolvimento humano. Alcançando o objetivo da intervenção, os participantes apresentaram
    diminuição dos sintomas de ansiedade, melhor expressão de sentimentos, maior assertividade nas
    interações, caracterizando assim uma melhora no enfrentamento de situações sociais.
    Palavra-chave: habilidades sociais; processos terapêuticos; grupos; terapia cognitivocomportamental.
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    TERAPIA FAMILIAR SISTÊMICA EM CASOS DE SEPARAÇÃO CONJUGAL:
    RELATOS DE UMA EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
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    Autores: Mirela Heinen Rediss, Caroline Rubin Rossato Pereira, Dalila Carolina Moreira dos
    Santos, Mônica Sperb Machado, Andréia Sorensen Weber, Ana Paula Benatti
    Instituição: Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
    E-mail para contato: mirelarediss@gmail.com
    Resumo
    Diante do número significativo de separações conjugais e do impacto desta vivência para as
    famílias, destaca-se a necessidade de o profissional de psicologia estar preparado para atuar nesse
    contexto. Neste tocante, em 2015 foi criado o projeto de extensão universitária “Enlaces”, realizado
    na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que oferece atendimentos psicológicos gratuitos
    para famílias que estão passando ou que passaram pela separação conjugal. O projeto tem como
    objetivo ser um espaço de aprendizado para os alunos do curso de psicologia, além de oferecer
    apoio às famílias fragilizadas, proporcionando momentos de escuta e suporte, promovendo a
    qualidade das relações e do exercício dos papéis familiares. A proposta origina-se do projeto
    guarda-chuva “A Família frente à Separação Conjugal”, desenvolvido pelo Núcleo de Estudos
    Família e suas Relações (NEFRE). As intervenções são desenvolvidas nas dependências da clínica
    do Departamento de Psicologia da UFSM, envolvendo acadêmicos do curso de Psicologia, do
    Programa de Pós-Graduação em Psicologia e psicólogos vinculados ao NEFRE. A divulgação do
    projeto foi feita com panfletos e cartazes colocados nos Núcleos de Assistência Judiciária e nas
    Clínicas Escolas de Psicologia da cidade de Santa Maria, no site da UFSM e nas redes sociais. As
    famílias participantes são convidadas a assinar um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e
    um Termo de Consentimento para Uso da Sala de Espelhos. Além disso, o terapeuta utiliza uma
    Ficha de Identificação com os dados sociodemográficos, Genograma e Ficha de relato dos
    atendimentos, materiais que permanecem guardados na clínica. Os atendimentos são semanais,
    com duração de aproximadamente 50 minutos, tomando como fundamentação a Terapia Familiar
    Sistêmica. Paralelamente aos atendimentos, os alunos e psicólogos envolvidos, participam de
    reuniões semanais, para a discussão dos casos, e estudo da temática. A prática espera estreitar os
    vínculos entre Universidade e sociedade, além de promover a saúde emocional das famílias.
    Palavra-chave: famílias; separação conjugal; terapia familiar sistêmica.
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    GRUPO DE MÃES DE FILHOS SURDOS: ESTUDO DE CASO
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    Autores: Rafaela Fava de Quevedo, Simone Dambrós, Ilana Andretta
    Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS
    E-mail para contato: rafaelafaq@msn.com
    Resumo
    A surdez se caracteriza como uma alteração no sistema auditivo interferindo no acesso aos
    estímulos sonoros. Crianças surdas com pais ouvintes constituem um ambiente familiar distinto,
    onde há a incorporação da língua de sinais e modificações em todo o contexto de relações, na rotina
    e dinâmica familiar. Neste estudo de caso, objetivou-se compreender o fenômeno grupal e intervir
    em um grupo composto por oito mães ouvintes com filhos surdos pré-adolescentes e adolescentes.
    O grupo em questão ocorria com frequência semanal e articulava-se na perspectiva de grupo de
    apoio à configuração familiar que inclui um filho surdo. Como instrumentos utilizaram-se
    observações in loco. Optou-se pela análise qualitativa do conteúdo das observações e das falas
    das participantes, valendo-se de conceitos como comunicação, vínculo, papéis, resistências,
    transferência e papel do coordenador. Criou-se eixos temáticos a posteriori a partir das principais
    características que emergiram no grupo, sendo esses: independência/autonomia do filho;
    adolescência e sexualidade; descoberta da surdez e reorganização da dinâmica familiar; e,
    assuntos além do objetivo grupal. Foram propostas quatro intervenções com o objetivo de
    oportunizar e viabilizar diferentes formas de comunicação tanto no processo de construção e
    evolução grupal quanto no desenvolvimento familiar e aprimoramento da comunicação com os
    filhos, além de propiciar um espaço contínuo de fala e aprendizagem no ambiente seguro que o
    grupo propicia e flexibilizar os movimentos grupais. Apresenta-se como resultado positivo a
    ressignificação dos objetivos do grupo e de comportamentos engessados, visto que, ao aceitar a
    presença de novas pessoas no papel de coordenação, o grupo acaba quebrando um padrão de
    funcionamento e integra novas perspectivas na sua dinâmica. A proposta foi fortalecer aspectos
    positivos do grupo, como a coesão já existente, valorizando e retomando os objetivos sob os quais
    o grupo fora construído e as repercussões na vida das mães. Os resultados conduzem à
    compreensão do grupo como facilitador e necessário como apoio e suporte para as participantes.
    Diante essa experiência interventiva, sugere-se a importância da realização contínua de pesquisas
    voltadas para a temática grupal e também das vicissitudes da surdez e das relações familiares
    quanto à chegada de um filho surdo.
    Palavras-chave: estudo de caso; surdez; grupo de apoio; família e surdez.
    ______________________________________________________________________________
    VIVÊNCIA DO FINAL DE GESTAÇÃO E PUERPÉRIO POR MÃES INTERNAUTAS:
    OSTRA FELIZ FAZ PÉROLA
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    Autores: Rosiani Rossato Battisti
    Instituição: Universidade Católica de Pelotas - UCPEL
    E-mail para contato: rosianirossato@hotmail.com

    Resumo
    Esta pesquisa buscou compreender como o final de gestação e o puerpério foram vividos por mães
    primíparas que se consideram internautas e os significados atribuídos a essa experiência vivida.
    Objetivo: O estudo investigou se esse período de vida tem sofrido mudanças já que as mães estão
    conectadas à internet rotineiramente, o que pode interferir no processo de interação com seu bebê
    e na sua capacidade de ensimesmar-se. Para melhor entendimento das relações iniciais entre mãe
    e bebê, foram utilizados elementos da teoria de Winnicott e a Teoria do Apego de Bowlby. Optouse
    pela pesquisa fenomenológica hermenêutica de abordagem qualitativa. Foram entrevistadas
    duas mães primíparas, que se consideram internautas, uma de 29 e outra de 31 anos, responsáveis
    pelos cuidados com seus filhos, um de 7 meses e outro de 10 meses, respectivamente. Os dados
    foram interpretados por meio de análise temática. Das unidades de significado que emergiram,
    resultou o tema fenomenológico: ostra feliz faz pérola, que expressou a essência da experiência
    vivida pelas entrevistadas. Entre as principais unidades de significado que surgiram estão: De
    sementinha a girassol, as mães planejaram as gestações que foram tranquilas e saudáveis e
    Podendo parar: pela capacidade interna, inconsciente, ou externa, consciente, ambas puderam
    romper, no oitavo mês, com o ritmo de trabalho, o que nos indica estarem vivendo o que Winnicott
    (1993) nomeou de Preocupação Materna Primária: um estado muito especial da mãe, que se
    desenvolve gradualmente, especialmente no final da gravidez e continua algumas semanas depois
    do nascimento da criança que possibilita a mãe se recolher, ensimesmar-se e se conectar com seu
    bebê.
    Palavra-chave: interação mãe-bebê; puerpério; uso da internet.
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    A EXPERIÊNCIA DA GESTÃO AUTÔNOMA DA MEDICAÇÃO EM UM CAPS ADULTO
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    Autores: Vanessa Ruffatto Gregoviski, Thatielli I. Feiffer de Barros, Marliese Chiarani da Silva
    Schneid
    Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, Universidade Federal do Rio
    Grande do Sul – UFRGS
    E-mail para contato: vane.ruffatto2@hotmail.com
    Resumo
    A reforma psiquiátrica trouxe novas formas de olhar, o cuidado passou a ser compartilhado por
    atores responsáveis no processo de saúde: serviços de saúde, familiares, e o próprio sujeito. Esse
    cuidado mais humano e integral possibilitou a descoberta e implementação de diversas tecnologias
    leves que ampliam e melhoram o acesso à saúde, dentre esses dispositivos é importante citar
    aqueles que incentivam a autonomia do usuário, como a gestão autônoma da medicação – GAM.
    Estratégia discutida e desenvolvida no Canadá, propagou-se ao Brasil estando na fase de discussão
    de resultados. A GAM tem como objetivo um enfrentamento do problema da medicação consumida
    de maneira irracional e sem informações. Trata-se de uma forma de uso coerente de fármacos e
    apropriação sobre seus efeitos. Esse trabalho consiste no relato da participação das autoras nesse
    grupo em um CAPS Adulto, buscando propagar esta forma de intervenção em saúde mental. Os
    encontros aconteceram semanalmente, tendo como formato um grupo aberto que acontecem no
    próprio estabelecimento de saúde. Os participantes são usuários do serviço, que atende pessoas
    com transtornos mentais graves e persistentes. Como instrumento utiliza-se o Guia GAM. Em um
    primeiro momento, notamos usuários apropriados do diagnóstico que receberam, bem como de
    todos os medicamentos que faziam uso, chamando atenção, pois não é algo que acontece com
    tanta frequência quanto esperado quando lidamos com sujeitos com alto nível de sofrimento. Dessa
    forma, ao longo dos encontros percebemos que muito além da doença, a discussão também era
    centrada no bem-estar daqueles presentes, compartilhando um espaço de cuidado e afeto.
    Concluímos que apesar de ser uma estratégia não tão difundida, até mesmo dentro da equipe,
    constitui-se num espaço de formação crítica, que empodera os usuários para conhecer seus direitos
    e poder decidir qual caminho querem trilhar durante seu tratamento, sendo decisiva sua participação
    na tomada de decisões.
    Palavra-chave: saúde mental; CAPS; gestão autônoma da medicação; equipe multidisciplinar.