Sobre Viver – Grupo de Atenção e Acolhimento a Enlutados

Espaço para falar da morte, do luto e do viver
  • Público alvo:

    Pessoas em processo de luto por morte, maiores de dezoito anos.

  • Carga horária total

    1h30min

  • Período

    semanal
    Quinta-feira – 13:30 às 15:00

  • Local

    CEFI - Porto Alegre


Investimento

  • Doação de 1kg de alimento não perecível por encontro.


“Você me diz que o mundo lá fora tem pressa, pede que você acelere e acalme a sua saudade.
Eu lhe conto que o mundo lá fora, às vezes, tem ruas estreitas para a dor” 1
Teresa Vera de Souza Gouvêa

 

Informações

A escuta de um grupo dá, ao indivíduo, a oportunidade de

processar o que sente, pois, como aponta Tavares, “a criação de contextos que favoreçam a
expressão da dor tende a contribuir para o enfrentamento e a elaboração do processo de luto,
minimizando o isolamento social e afastamento profissional” 2

No entanto, falar sobre a perda de afetos importantes tem se
tornado cada vez mais difícil na sociedade atual. Enquanto o tempo do luto, sempre tão
individual, exige idas e vindas, numa alternância constante entre passado e futuro, morte e
retomada da vida, o tempo do nosso tempo cobra, do indivíduo, um constanteolhar para
frente, um ignorar de passados e dores. A sociedade atual transformou seres humanos em
projetos a serem executados – e nesses projetos não há espaço para o quarto escuro que é a
dor do luto. Afinal, esse quarto de despejo dos sentimentos não ficaria bem nem no post do
Instagram nem no currículo que nos apresenta (sempre) como proativos e dispostos a crescer.
O enlutado se vê solitário, sem encontrar a caixa de ressonância
que lhe permita processar o luto, o ouvido que se abra compassivo para a sua dor, o outro
enlutado que lhe sirva de espelho. A sua solidão é uma dupla solidão – a da singularidade de
sua dor, que é peculiar e única; e a de não encontrar formas de a compartilhar por meio da
narrativa, e assim construir um significado para a perda.

É nessa segunda solidão – a de não ter como ou com quem
compartilhar – que o grupo SobreViver atua. Ao criar um espaço de escuta propicia ao
enlutado uma oportunidade de falar – e ao falar, de se ouvir. Oferece a chance de conviver
com outros enlutados – e, de encontrar, neles, espelhos, que refletem a sua dor e oferecem
formas diferentes de lidar com a perda. A presença de terapeutas qualificados, por sua vez,
oferece o balizamento e continência necessários para o bom funcionamento do grupo.

Coordenação Geral

Angela Pratini Seger (CRP 07/03834)

Coordenação

Ana Maria Dall’Agnese (CRP 07/12528), Angela Pratini Seger
(CRP 07/03834), Maria Luiza Pradella Ramos (CRP 07/02656), Mariana Zanatta
(CRP 07/26370), Jenifer Coelho (CRP 07/32085).

Diferenciais

Diferenciais: Grupo aberto, com participação espontânea, lutos por diferentes tipos
de morte, espaço para troca de experiência e construção coletiva.